História personalizada

O Lençol que Virou Praia

Para Ethan 10 horas atrás

Ethan está no quarto, em Balneário Camboriú. Lá fora o ar fresco e úmido da chuva toca as janelas, o vento sopra devagar e as gotinhas caem com um som calmo e repetido. Depois de um dia inteiro, o corpo dele já começa a ficar mais leve e quentinho.

Alex está por perto enquanto Ethan se arruma para dormir. O quarto cheira limpo e o barulhinho da chuva parece convidar para um momento de descanso.

Capítulo 1: O Primeiro Alisar

Ethan deu passinhos miúdos até a cama no quarto de Balneário Camboriú. Ele primeiro pegou o carrinho de brinquedo que tinha deixado em cima do lençol, guardou direitinho no caixote azul ao lado e voltou para perto da cama. Lá fora a chuva caía devagar, fazendo plim plim na vidraça. O ar fresco e úmido entrava por uma frestinha, mas dentro do quarto estava quentinho. Alex estava por perto, arrumando uma camisa no armário, e Ethan sabia que ele estava ali para ajudar se precisasse.

Com a mão direita bem aberta, Ethan encostou os dedinhos no lençol branco. Ele começou a alisar devagar, começando da cabeceira e indo até o pé da cama. O tecido era macio e fresco, escorregando debaixo da palma como se quisesse ajudar. Ethan sentiu o cheirinho limpo subir até o nariz enquanto a mão seguia reto. Plim plim, plim plim, a chuva cantava na janela e ele alisava no mesmo ritmo calmo. Quando chegou no meio, um cantinho pequeno ficou dobrado. Ethan parou, deu um passinho de lado, baixou o corpo um pouco e usou os dois dedinhos para desdobrar o canto com cuidado. Depois passou a mão de novo por cima, devagar, até o tecido ficar lisinho.

Ele respirou fundo o cheiro de sabão limpo que o lençol soltava. O quarto cheirava gostoso, como se tudo estivesse pronto para a noite. Ethan olhou para o outro lado da cama e resolveu alisar também aquela parte. Caminhou devagar para lá, colocou a mão aberta de novo na cabeceira e repetiu o movimento: da cabeça até o pé, devagarinho. O lençol deslizou suave, fazendo um barulhinho baixo. A chuva continuava plim plim, e Ethan sentiu o ar úmido tocar de leve o seu rosto. Ele ajeitou mais um pedacinho que estava um pouco amassado perto do travesseiro, apertando com carinho até ficar certinho.

Ethan parou um segundo, olhou para Alex e sorriu. “Olha, Alex, eu alisei bem”, ele disse com voz baixinha. Alex acenou a cabeça devagar e Ethan sentiu um quentinho gostoso no peito. Ele agradeceu baixinho: “Obrigado, Alex”. Depois voltou para o primeiro lado da cama, passou a mão mais uma vez do começo ao fim, só para ver se estava tudo liso. O tecido ficou perfeito sob os dedinhos. Ethan sentiu o corpo mais leve, como se a cama estivesse chamando ele para deitar, mas ainda não era hora. A chuva plim plim continuava, o vento soprava suave lá fora e ele ficou ali, sentindo o cheirinho limpo e o lençol macio na palma da mão.

Capítulo 2: Ondas no Quarto

No segundo alisar Ethan parou na frente da cama de novo. Ele colocou a mão aberta no lençol branco e começou a passar devagar da cabeceira até o pé. Dessa vez, enquanto o tecido escorregava sob os dedos, Ethan imaginou que o lençol era a areia molhada da praia que ele tanto gosta. A areia parecia fresca e lisa, igual ao lençol. Ele balançou o braço devagar, como se uma onda viesse e voltasse. A mão foi e veio no tecido, fazendo o movimento da água do mar. Ethan abriu a boca e fez um barulhinho baixinho: “shhh shhh”, como o som das ondas batendo na areia.

O vento lá fora soprou mais forte por um instante, parecendo acompanhar a brincadeira dele. Ethan sentiu o ar úmido tocar o rosto e sorriu, fechando os olhinhos por um segundo. Ele balançou o braço outra vez, mais devagar, e imaginou uma onda maior vindo. A mão passou no lençol como se empurrasse a água de volta. “Shhh shhh”, ele fez de novo, ouvindo a chuva plim plim na janela que parecia virar o som do mar. Ethan deu dois passinhos para o lado, ainda alisando, e fingiu que via uma conchinha na areia. Ele parou a mão, tocou um ponto do lençol com o dedinho e guardou a conchinha imaginária no bolso da camisa.

Alex continuou por perto, quietinho, e Ethan olhou de relance para ele. “Olha a onda, Alex”, ele sussurrou, balançando o braço de novo. O lençol continuou liso enquanto ele imaginava a praia cheia de areia molhada. Ethan sentiu o corpo quentinho e leve. Ele repetiu o gesto devagar, fazendo o barulhinho do mar mais uma vez, e o vento respondeu soprando do lado de fora da janela. O ar úmido ficou no seu rosto, cheirando a chuva e a mar junto. Ethan sorriu maior, ajustou um cantinho do lençol com a outra mão e continuou o movimento de onda, sentindo que a praia estava ali no quarto.

Ele deu mais um passo para trás, olhou o lençol inteiro e balançou os dois braços agora, como se as ondas fossem maiores. “Vem e vai”, ele murmurou baixinho, repetindo o som shhh shhh. A chuva plim plim parecia bater junto com as ondas imaginárias. Ethan sentiu o tecido macio debaixo da palma e imaginou que estava tocando a areia de verdade. O vento soprou de novo, e ele sorriu sentindo o ar úmido na bochecha. Depois de alisar até o pé, Ethan ficou parado um instante, respirando o cheirinho do quarto e o cheiro de praia que tinha inventado na cabeça. Ele olhou para Alex de novo e deu um sorrisinho pequeno, sentindo o corpo relaxado e a vontade de fazer o terceiro alisar logo.

Capítulo 3: Quatro Vezes com Cuidado

Ethan parou na frente da cama de novo no quarto de Balneário Camboriú. Ele colocou a mão aberta no lençol branco e passou devagar da cabeceira até o pé pela terceira vez. O tecido macio escorregou sob seus dedinhos, quente do dia todo. Lá fora a chuva caía com um plim plim baixo, repetindo no vidro como se marcasse o ritmo. Ethan inclinou o corpo um pouco para frente, sentindo os pés descalços no chão fresco. Ele alisou com cuidado, respirando o cheirinho limpo que subia do lençol. Enquanto a mão seguia reto, ele imaginou a areia da praia molhada pela onda, bem pertinho da água. Na cabeça dele, uma conchinha branca apareceu, brilhando um pouquinho. Ele sorriu sem fazer barulho, só pensando na conchinha que queria guardar. A mão chegou no pé da cama e parou. Ethan deu um passinho para o lado e voltou a mão de novo, alisando o meio com mais calma dessa vez. O vento suave batia na janela, fazendo a cortina mexer levemente. Ele ajustou um cantinho que tinha ficado um pouco levantado, usando dois dedinhos para dobrar direitinho. A chuva continuou plim plim, mais devagar agora, como se esperasse ele terminar. Ethan olhou o lençol inteiro, vendo como ficava liso. Ele respirou fundo, sentindo o ar úmido que entrava pela fresta. Depois deu um passo atrás, olhando de lado para ver se estava bom. Um fio solto apareceu perto da borda. Ethan pegou o fio com cuidado, enrolou no dedinho e guardou no bolso do pijama. Ele voltou para o meio da cama e passou a mão uma vez mais, só para confirmar. O lençol estava quase perfeito, mas ele queria deixar ainda melhor.

Agora era a quarta vez. Ethan mudou o jeito, passando mais devagar no meio, sentindo cada pedacinho do tecido com a palma toda. Ele parou no centro, apertou levemente os cantos com os dois polegares, puxando devagar para o lençol ficar bem esticado. A cama parecia uma superfície lisa, pronta para deitar. Ethan cantou baixinho uma musiquinha que inventou ali na hora, sobre as conchinhas que encontrou na imaginação: “Conchinha, conchinha, na areia branca, vem comigo, vem comigo, fica bem juntinha”. A voz saiu suave, quase um sussurro, misturando com o plim plim da chuva. Ele repetiu o pedacinho da música enquanto apertava o outro canto, fazendo o lençol ficar reto como uma folha nova. Depois balançou o corpo de um lado para o outro, como se estivesse na beira da onda. A imaginação dele trouxe mais conchinhas coloridas, todas arrumadas em linha na areia. Ethan ajustou o meio de novo, passando a mão bem devagar três vezes seguidas, mudando só um pouquinho a pressão em cada passada. O lençol agora estava liso de verdade, sem nenhum vinco. Ele deu um passinho para trás, olhou a cama toda e bateu palminhas uma vez só, contente. A chuva lá fora continuou sua música, fazendo o quarto parecer mais quentinho. Ethan tocou o travesseiro, ajeitou um pouquinho para o lado e voltou a mão ao lençol, dando o último alisadinho nos cantos. Ele sentiu o corpo leve, pronto para a noite. O ar fresco e úmido tocava sua pele, mas a cama chamava. Ethan ficou parado um instante, ouvindo o vento que soprava constante, como se guardasse segredo da praia que ele imaginou. Depois guardou as mãos ao lado do corpo e olhou para o lençol mais uma vez, vendo como tudo ficou bonito e arrumado.

Capítulo 4: Obrigado pela Noite

Com a cama arrumada direitinho, Ethan virou o rostinho para o pai Alex que estava por perto. Ele deu dois tapinhas leves na própria barriga, sentindo o pijama macio. Depois falou bem baixinho: “Obrigado, papai”. As palavras saíram simples, cheias de carinho, enquanto ele olhava o rosto de Alex com um sorrisinho pequeno. Ethan ficou parado mais um segundo, sentindo o corpo relaxar depois de todo o alisar. A chuva continuava plim plim na janela, suave como um ninar. Ele deu dois passinhos miúdos até a beira da cama e subiu devagar, primeiro um joelho, depois o outro. O lençol branco esperava, bem esticado. Ethan deitou de lado, puxando o lençol com as duas mãozinhas até o queixo. O tecido ficou quentinho em cima dele, cheirando a limpo. Ele fechou os olhinhos devagar, sentindo o corpo afundar um pouquinho no colchão macio. O ar úmido do quarto tocava seu rosto, mas o lençol protegia tudo. A chuva lá fora fez um som mais baixinho agora, como se contasse uma história só para ele. Ethan respirou fundo, sentindo o peito subir e descer calmo. Ele deu um tapinha leve no lençol, como se agradecendo de novo sem falar. O corpo dele ficou quentinho de cima a baixo, as pernas paradas, os bracinhos embaixo do tecido. Alex ficou perto, sem fazer barulho, só olhando com carinho. Ethan mexeu um pouquinho o dedinho do pé, sentindo o lençol se mexer junto. A imaginação da praia ficou guardada na cabeça dele, como um segredo bom para dormir. Ele abriu os olhinhos só um pouquinho, viu a janela molhada e fechou de novo. O vento suave soprava constante, balançando a cortina devagar. Ethan sentiu gratidão no peito, como um abraço quente que não precisava de palavra grande. Ele puxou o lençol mais um pouquinho, cobrindo o ombro, e ficou quietinho. A chuva continuou sua música suave do lado de fora, plim plim, plim plim, embalando tudo. O quarto estava escuro de leve, só com a luz fraca que entrava. Ethan sentiu os olhos pesarem, o corpo inteiro relaxado depois da rotina. Ele deu um suspiro pequeno e contente, o lençol subindo e descendo com a respiração. A cama parecia o lugar mais seguro do mundo, com o lençol liso e a chuva fazendo companhia. Ethan ficou assim, deitado quieto, sentindo o calor se espalhar pelas pernas e pelos braços. O dia inteiro tinha acabado, e agora só restava o som da chuva e o corpo quentinho embaixo do lençol. Ele não mexeu mais, só ficou escutando o vento que trazia o cheirinho de chuva limpa. A gratidão ficou no ar, como um abraço que Alex estava por perto para dar. Ethan fechou os olhinhos com firmeza e deixou o sono chegar devagar, embalado pelo plim plim que nunca parava.

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