Ethan fica perto da janela de casa, sentindo o vento fresco que entra pela fresta. O céu lá fora está todo cinza, como uma manta grande esticada por cima de tudo. Seus cabelos loiros se mexem devagar com a brisa.
Alex se senta ao lado dele. Juntos, eles olham para cima, sentindo o ar úmido e calmo. Mesmo sem ver o sol, parece que o céu guarda algo bonito para eles imaginarem.
Capítulo 1: A Primeira Nuvem
Ethan ficou perto da janela de casa, sentindo o ar fresco que entrava pela fresta. O céu lá fora estava todo cinza, como uma manta grande esticada por cima de tudo. Ele encostou o dedo no vidro frio da janela e sentiu o frio subir pela ponta do dedo. O vidro estava gelado e um pouco úmido. Ethan olhou bem para cima e viu uma nuvem grande e fofa que parecia um leão com a juba bem grande e macia. Ele apontou o dedo direto para a nuvem e disse em voz baixa e animada: “Leão!”.
Ethan balançou o corpo de um lado para o outro, sentindo a leve umidade no ar tocar sua pele. A brisa passava devagar pelo rosto dele, fazendo os fios de cabelo se mexerem um pouquinho. Ele riu baixinho, um riso curto e divertido, e bateu palminhas. As mãos se encontraram com um som suave. Alex estava sentado ao lado, olhando também. Ethan bateu palminhas de novo, mais forte desta vez, e repetiu o gesto de apontar para mostrar que tinha encontrado algo divertido no céu cinza.
Ele se mexeu um pouco para ficar mais perto da janela, apoiando o joelho no chão. Com a outra mão, tocou a borda da janela e sentiu a umidade na ponta dos dedos. O vento soprava com força moderada, fazendo as folhas das árvores lá fora dançarem devagar. Ethan observou a nuvem com atenção, os olhos apertados para ver melhor o formato da juba. “Fofa!” falou ele, apontando para a parte de cima da nuvem. Depois apontou para o que parecia ser a pata do leão e disse de novo: “Leão!”.
Ethan era brincalhão e queria mostrar tudo para Alex. Ele pegou a mão de Alex com cuidado, levou até a janela e apontou junto com ele. “Olha, Alex, leão!” repetiu. Alex sorriu. Ethan soltou a mão e balançou o corpo de novo, rindo. Sentiu o ar úmido entrar mais um pouco pela fresta e tocou o vidro com dois dedos desta vez, traçando um círculo pequeno no frio. A nuvem continuava ali, grande e branca no meio do cinza. Ethan apontou mais uma vez, agora para a cauda da nuvem que parecia balançar com o vento. “Olha!” disse ele, balançando o corpo mais devagar.
Ele ficou quietinho por um segundo, só olhando, depois bateu palminhas de novo. O som das palmas ecoou baixo no quarto. Ethan sentiu o corpo quentinho por dentro por causa da brincadeira. Apontou para o céu de novo, desta vez para o lado da nuvem que parecia mais redondo. “Leão grande!” falou, a voz clara e curta. O vento trouxe mais umidade e Ethan esfregou as mãos uma na outra, sentindo a pele fresca. Ele se inclinou um pouco mais para a frente, o nariz quase encostando no vidro, e apontou mais uma vez para mostrar que ainda via o leão ali. Alex continuou ao lado, quieto e presente. Ethan riu de novo, baixo, e balançou o corpo de um lado para o outro, repetindo o gesto de apontar com o dedo no vidro frio. A nuvem de leão ficou marcada na cabeça dele enquanto ele olhava o céu cinza e imaginava luzes pequenas brilhando atrás dela.
Capítulo 2: Piscando para Ver Luzes
Ethan fechou os olhos com força, apertando as pálpebras bem juntinhas, e depois abriu devagar. Ele piscou várias vezes, como se quisesse acender luzes no escuro atrás das nuvens. O vidro continuava frio sob seus dedos. Ethan tentou de novo, apertando as pálpebras com mais força e soltando devagar, esperando ver estrelinhas brilhando. Ele não viu nada no começo, mas não parou. Piscou outra vez, mais devagar, mudando o jeito de fechar os olhos. O vento soprou mais forte lá fora e balançou as folhas das árvores com um barulho suave. Ethan riu, um riso curto e brincalhão, e apontou de novo para o céu.
Desta vez ele viu uma nuvem diferente que parecia um carro. A forma tinha rodas fofas e uma parte de cima retangular. Ethan apontou para o carro e disse: “Carro!”. Ele piscou de novo, tentando ver as luzes das estrelas atrás da nuvem nova. O ar fresco entrou pela fresta e tocou sua pele, fazendo ele sentir a umidade leve mais uma vez. Ethan mudou de posição, sentando um pouquinho mais reto, e apertou as pálpebras com cuidado. Abriu devagar e piscou três vezes seguidas, esperando que as estrelinhas aparecessem. O vento balançou as folhas mais forte e Ethan riu de novo, o corpo balançando de um lado para o outro.
Ele tentou um jeito diferente de piscar, abrindo os olhos bem devagar depois de fechar. Ainda não viu as luzes, mas não desistiu. Apontou para a nuvem do carro e depois para o lugar onde imaginava as estrelas. “Estrelas!” falou, a voz baixa e animada. Ethan segurou a borda da janela com as duas mãos, sentindo o frio no vidro e a umidade na pele. O vento soprou outra vez, movendo as folhas com mais força, e ele riu mais alto, balançando o corpo. Piscou de novo, apertando as pálpebras e soltando devagar, mudando o ritmo para ver se as luzes apareciam. A nuvem do carro parecia se mexer um pouquinho com o vento.
Ethan observou com atenção, os olhos apertados para cima. Ele bateu palminhas uma vez, depois apontou para a nuvem do carro de novo. “Carro!” repetiu. Depois fechou os olhos com força, abriu devagar e piscou várias vezes, tentando ver as estrelinhas brilhando atrás do cinza. O ar fresco tocou seu rosto e ele sentiu o corpo calmo enquanto brincava. Apontou uma última vez para a nuvem, agora parecendo um pouco diferente, e piscou mais uma vez, mudando o jeito de abrir os olhos. Alex estava ao lado, vendo tudo. Ethan riu baixinho, balançou o corpo de um lado para o outro e sentiu a umidade no ar outra vez. Ele guardou o gesto de piscar na cabeça, pronto para tentar de novo mais tarde, enquanto o vento continuava a mover as folhas lá fora.
Capítulo 3: O Vento Mexe Tudo
Uma rajada mais forte de vento entrou pela fresta da janela e balançou a cortina leve. Ethan parou quietinho por um segundo, com o dedo ainda encostado no vidro frio. As nuvens se mexeram devagar no céu cinza, como se alguém tivesse soprado forte. A nuvem grande que parecia leão esticou a juba fofa e virou um peixe nadando no ar. O carro que ele tinha visto antes sumiu de repente, misturando-se com o cinza.
Ethan franziu a testa, apertando os olhos bem juntinhos. Ele ficou olhando sem falar nada por um momento, sentindo o ar fresco tocar o rosto. Logo depois sorriu de canto de boca e bateu palminha na janela. “Mudou! Agora peixe!”, disse com a vozinha baixa e alegre. Ele piscou várias vezes, como tinha feito antes, tentando ver luzes de estrela atrás da nuvem que agora era peixe. O vento soprou de novo e as folhas da árvore lá fora dançaram mais rápido.
Alex ficou sentado ao lado, quieto, olhando junto. Ethan não desistiu. Ele mudou o dedo no vidro e apontou para outro pedaço do céu. “Cadê o carro?”, murmurou, franzindo a testa de novo. Mas logo encontrou uma nova forma: uma nuvem pequena e redonda com orelhas pontudas apareceu no lugar. “Cachorro! Olha, Alex, cachorro correndo!”, falou, balançando o corpo de um lado para o outro, brincalhão. Ele riu baixinho e repetiu o gesto de piscar, apertando as pálpebras e abrindo devagar, como se quisesse acender estrelinhas no escuro.
O ar ficou mais úmido e entrou mais forte pela janela. Ethan segurou a borda do vidro com as duas mãos, sentindo a umidade fria nas pontinhas dos dedos. Ele esfregou o polegar devagar no vidro, marcando um tracejado pequeno. “Estrelas estão lá atrás, escondidas”, disse para si mesmo, perseverando, olhando sem parar. O vento moveu mais uma vez as nuvens e o peixe ficou maior, parecendo nadar para o lado. Ethan riu outra vez e apontou o dedo rápido. “Peixe grande agora!”, repetiu, mudando a voz para soar como um peixinho.
Ele não parou de olhar. Mudou de posição devagar, ajoelhando um joelho no assento da janela para ficar mais perto do vidro. Sentiu a umidade na pele do braço e sorriu. Piscou de novo, três vezes seguidas, tentando ver as luzes que imaginava. “Brilha, brilha”, sussurrou brincando. Alex sorriu ao lado, mas Ethan continuou sozinho, concentrado. Ele ajustou a mão na borda do vidro, sentindo o frio subir pelo dedo outra vez, e apontou para o cachorro que agora parecia abanar o rabo com o vento. “Cachorro feliz”, disse, batendo o pé no chão de leve, cheio de alegria.
Ethan ficou mais um pouco quietinho, observando tudo mudar. O vento soprou moderado, fazendo a cortina balançar devagar. Ele sentiu o corpo quentinho por dentro mesmo com o ar fresco, porque estava gostando de brincar de descobrir formas. Apontou mais uma vez, agora para uma nuvem pequena que apareceu perto do peixe. “Olha lá, Alex, mais uma!”, chamou, virando o rosto só um pouquinho para o lado. Depois voltou a olhar para o céu, piscando devagar, perseverando em imaginar as estrelas que ainda não via. O vidro ficou um pouco embaçado com o ar úmido e ele limpou com a manga da camisa, rindo baixo. “Limpei para ver melhor”, falou para Alex, mostrando o vidro limpo. Continuou segurando a borda com uma mão só agora, sentindo a umidade nas pontas dos dedos e observando as nuvens se mexerem mais uma vez.
Capítulo 4: Histórias no Céu Escuro
Ethan apontou uma última vez para a nuvem que agora estava no meio do céu cinza. Ela parecia uma estrela torta, com pontas desiguais e um brilhozinho imaginário que ele via só na cabeça. “Estrela torta”, disse baixinho para Alex, virando o rosto devagar. Ele contou o que imaginou, com vozinha calma: “Estrela torta brilha escondida. Estrelas estão lá atrás do cinza, piscando para a gente”. Repetiu o piscar três vezes, devagar, como se estivesse chamando as luzes para aparecerem. O vento soprou leve e a nuvem torta mexeu um pouquinho, como se concordasse.
Ele virou o corpo inteiro na direção de Alex, sentindo as pernas formigarem de tanto ficar ajoelhado no assento. Estendeu a mão e pegou a mão de Alex com cuidado, os dedinhos pequenos envolvendo os dedos maiores. “Vamos fechar agora”, falou, dando um passo para trás, devagar, sem soltar a mão. O pé dele tocou o chão de madeira e fez um barulhinho suave. Ethan olhou mais uma vez para o céu cinza pela janela aberta, sorrindo de canto de boca, ainda pensando na estrela torta e nas luzes que imaginou.
Com a mão livre, ele puxou a cortina devagar, sentindo o tecido macio passar pelos dedos. A cortina fechou aos poucos, bloqueando o vento fresco que entrava. O quarto ficou mais quentinho logo que a luz cinza diminuiu. Ethan respirou fundo, sentindo o ar entrar pelo nariz e sair pela boca, o corpo todo calmo depois de tanta brincadeira de olhar. Ele não soltou a mão de Alex, ficou ali parado, sorrindo para a cortina fechada como se ainda visse o céu por trás dela.
“Boa noite, nuvens”, murmurou brincalhão, dando um passo pequeno para o lado, puxando Alex junto. Ele ajustou o corpo, sentindo as pernas firmes no chão e o calor voltando aos dedinhos que estavam no vidro frio. Respirou mais uma vez, fundo, e soltou o ar devagar, sentindo o peito leve. A umidade do ar lá fora tinha ficado para trás, e agora o quarto cheirava um pouquinho a casa quente. Ethan piscou devagar duas vezes, como se guardasse as luzes imaginadas para dormir, perseverando até o último momento em ver as estrelas na cabeça.
Ele deu mais um passo para longe da janela, ainda segurando a mão de Alex com carinho. O corpo estava calmo, os ombros relaxados, a barriga quentinha por dentro. “Estrelas escondidas, mas a gente viu”, disse baixinho, repetindo a frase como um refrão gostoso. Fechou a cortina até o fim, deixando só um frestinha pequena de luz cinza entrar. O quarto ficou mais aconchegante, com o ar parado e suave. Ethan respirou fundo outra vez, sentindo o corpo inteiro relaxar depois de olhar, apontar e imaginar tanto. Ele sorriu para Alex, virou o rosto e deu um passinho em direção à cama, pronto para sentir o travesseiro macio e continuar sonhando com peixes, cachorros e estrelas tortas que brilham escondidas. O vento lá fora continuou soprando leve nas árvores, mas dentro estava tudo calmo e seguro.