Lá fora o céu estava cinza e o ar fresco entrava pela janela da sala. Ethan segurava o violão pequeno no colo e olhava para Alex com um sorrisinho calmo. Era hora de fazer uma música juntos antes de dormir, e o cheiro de terra molhada deixava tudo bem aconchegante.
Capítulo 1: O Violão no Colo
Ethan entrou na sala e sentiu o ar fresco que vinha da janela. O céu lá fora estava todo cinza e o cheiro de terra molhada entrava devagar, deixando tudo com um cheirinho bom. Ele caminhou até o tapete macio do chão, aquele tapete que era bem macio e quentinho. Ethan se sentou com as pernas cruzadas, o corpo pequeno bem no meio do tapete. Ao lado dele estava o violão pequeno de madeira clara. Ele esticou os braços, pegou o violão com cuidado e colocou no colo. As mãos dele tocaram a madeira lisa primeiro, sentindo como era fria e depois ficava quentinha com o calor dos dedos.
Ele ajeitou o violão um pouquinho mais para o lado direito, porque assim ficava melhor para as mãozinhas alcançarem as cordas. Alex estava sentado na poltrona perto, quieto, olhando para ele com um sorrisinho calmo. Ethan olhou de volta para Alex e respirou fundo. O ar úmido tocou a bochecha dele, fresco e macio. Ethan dedilhou as cordas bem devagar, uma por uma. A primeira corda fez um som baixo, a segunda um som um pouco mais alto. Ele parou, ouviu o som ficar na sala e sorriu. Depois tocou de novo, sentindo as vibrações subirem até o peito.
O cheiro de terra molhada ficou mais forte quando a brisa entrou. Ethan fechou os olhos por um segundo só, sentindo o ar no rosto. Ele abriu os olhos e mexeu o violão de novo, inclinando um pouco para frente. As cordas brilhavam na luz cinza que entrava pela janela. Ethan passou o dedinho devagar por três cordas seguidas, ouvindo como o som saía diferente cada vez. Ele gostava daquele momento, quando o violão parecia contar uma história só com os sons. As pernas dele estavam quentinhas no tapete macio e ele balançou o corpo de leve para um lado e para o outro, acompanhando o ritmo que inventava.
Ele olhou para Alex de novo e respirou o ar fresco mais uma vez. As cortinas da janela balançavam um pouquinho com a brisa. Ethan ajeitou a posição das mãos no violão, apertando um pouco mais o corpo do instrumento. A madeira estava lisinha e ele passou a palma da mão nela, sentindo o calor voltar. Ele dedilhou outra sequência, mais devagar ainda, testando cada nota. Uma saiu bem clara, a outra ficou um pouco mais baixa. Ethan parou, sorriu para si mesmo e olhou para o pai. O cheiro de terra estava forte agora, misturado com o ar úmido que tocava a pele dele.
Ethan respirou fundo de novo, o peito subindo e descendo devagar. Ele sentia o violão firme no colo e as cordas esperando. As mãos dele ficaram quietas por um momento enquanto ele olhava para Alex. Depois Ethan falou baixinho, a voz calma na sala:
— Pai, quero tocar uma música pra você.
Ele ajeitou o violão mais uma vez, virando um pouquinho para o lado esquerdo. As pernas cruzadas no tapete não doíam e ele se sentou mais reto. Ethan tocou as cordas de novo, devagar, sentindo cada som sair e ficar na sala. O ar fresco da janela tocava a bochecha dele toda hora, fazendo um friozinho bom. Ele olhou para as cordas, depois para Alex, e respirou o cheiro de terra molhada. As mãos pequenas dele continuavam no violão, prontas para começar de verdade. Ethan sorriu de novo, sentindo o corpo calmo e o violão quentinho no colo.
Capítulo 2: A Nota que Não Saiu Certa
Ethan começou a tocar a melodia que tinha inventado. Ele puxou as cordas devagar no começo, fazendo uma sequência que repetia três notas. O som saía baixinho na sala cinza. As mãos dele iam e vinham nas cordas, sentindo a vibração. Alex observava da poltrona, quieto. Ethan balançou o corpo de leve no tapete macio, acompanhando o ritmo que saía do violão. O ar fresco da janela tocava a bochecha dele e o cheiro de terra molhada estava ainda ali, forte.
Ele continuou a melodia, puxando as cordas com mais atenção. Uma nota saiu torta, o som ficou estranho, como um “tlim” que não combinava com o resto. Ethan parou no meio. O som esquisito ficou na sala por um segundo e depois sumiu. Ele olhou para as próprias mãos no violão, depois ergueu o rosto e olhou para Alex. As pernas dele ainda estavam cruzadas no tapete macio. Ethan respirou fundo, sentindo o ar úmido outra vez.
— Errei, pai, foi difícil — falou baixinho, a voz clara e direta.
Alex bateu palmas devagar, duas vezes só, o som “plá plá” ecoando leve na sala. Ethan sentiu o calor das próprias mãos no corpo do violão, porque ele tinha apertado um pouco mais depois do erro. Ele não olhou para o chão. Ficou olhando para Alex e depois olhou para as cordas de novo. O cheiro de terra molhada entrou mais forte pela janela e o ar fresco tocou a bochecha dele. Ethan ajeitou o violão no colo, virando um pouquinho para o lado. As mãos dele ficaram mais calmas.
Ele tocou as cordas de leve, só para sentir de novo. Uma nota saiu melhor dessa vez. Ethan sorriu pequeno, sentindo o calor das mãos no violão. Ele respirou o ar fresco e olhou para Alex outra vez. As palmas lentas tinham feito ele se sentir bem. Ethan mexeu os dedinhos nas cordas, testando a mesma nota que tinha errado. Agora o som saiu mais certo. Ele balançou o corpo de leve no tapete, sentindo o macio embaixo das pernas.
O ar úmido continuava entrando, fazendo o cheiro de terra ficar mais gostoso. Ethan tocou a sequência de novo, devagar, prestando atenção em cada dedo. Uma corda vibrou certa, outra também. Ele parou, olhou para Alex e respirou fundo. As mãos ainda estavam quentinhas no violão. Ethan não desistiu. Ele ajeitou o instrumento mais uma vez, inclinando um pouco, e preparou os dedos para tentar a melodia completa. O cheiro de terra molhada e o ar fresco da janela estavam ali, deixando a sala aconchegante enquanto ele respirava calmo.
Capítulo 3: Repetindo com Mais Cuidado
Ethan ainda tinha o violão no colo depois de parar. Ele respirou o ar fresco que entrava pela janela e sentiu o cheiro de terra molhada na sala. O céu cinza lá fora deixava a luz suave e quieta. Ethan olhou para as cordas e colocou os dedinhos com calma. Ele queria tocar a música de novo, agora prestando atenção na nota que tinha saído errada. O pai Alex sentou perto no chão, sem falar nada, só esperando. Ethan puxou a primeira corda devagar. A nota soou baixa e clara. Ele repetiu a sequência três vezes, sentindo cada toque na ponta dos dedos. O ar úmido tocava sua bochecha e ele respirou fundo outra vez. A nota que antes estava torta agora saía redonda e certa. Ethan sorriu sem fazer barulho. Ele mudou um pouco o jeito de segurar o violão, inclinando o corpo para a frente para ficar mais firme. O pai Alex bateu palmas duas vezes, devagar e gostoso. Ethan ouviu o som das palmas e sentiu o corpo mais leve. Ele ajustou as pernas no tapete macio e tocou a parte do meio da música com mais cuidado. Cada corda respondia melhor que na vez anterior. O cheiro de terra trazia uma sensação boa no peito. Ethan parou um segundo, olhou para os próprios dedos e voltou a tocar. A melodia repetiu as três notas principais, mas agora todas certas. Ele mudou a posição da mão esquerda um pouquinho, só para ver se ficava mais fácil. O violão pareceu mais leve assim. O pai Alex bateu palmas de novo, três palmas curtas. Ethan respirou o ar fresco e sentiu os ombros relaxarem. Ele continuou tocando até o fim da música, sem parar no meio. Quando terminou, guardou um momentinho quieto, ouvindo o último som das cordas. O tapete estava quentinho embaixo dele. Ethan olhou para o pai Alex e sorriu pequeno. O pai bateu palmas mais uma vez. Ethan mudou de novo como segurava o instrumento, apoiando melhor o braço. O corpo ficou calmo e pronto. Ele tocou a música inteira pela segunda vez seguida, sentindo cada nota sair do jeito certo. O cheiro de terra molhada misturava com o som e deixava tudo aconchegante. Ethan repetiu as notas difíceis duas vezes, só para confirmar que estavam boas. O pai Alex bateu palmas mais alto. Ethan sentiu os dedinhos um pouco cansados, mas gostou do cansaço. Ele ajustou a posição no tapete, sentou mais reto e tocou o final da melodia com atenção total. A nota errada de antes não apareceu de jeito nenhum. Quando parou, Ethan olhou para o violão e depois para o pai. O pai bateu palmas devagar, como se dissesse que estava bom. Ethan respirou o ar fresco mais uma vez e sentiu o corpo inteiro mais calmo que no começo. Ele sabia que tinha prestado atenção e que a música estava melhor agora.
Capítulo 4: Uma Palavra Nova na Letra
Ethan ainda segurava o violão depois de terminar a segunda vez. Ele respirou o ar fresco da janela e decidiu tocar a música mais uma vez. O pai Alex estava sentado ao lado, batendo palmas baixinho. Ethan olhou para as cordas e começou a dedilhar devagar. Na terceira vez ele quis cantar também. A melodia saiu mais alegre porque ele estava prestando atenção. Ethan inventou no momento e colocou a palavra estrela na letra. Ele cantou baixinho: “estrela no céu cinza”. O som ficou diferente e mais bonito. O cheiro de terra molhada misturou com a música e pareceu fazer parte dela. Ethan olhou para o pai Alex enquanto tocava. O pai bateu palmas mais forte, quatro palmas seguidas. Ethan sentiu o peito esquentar de um jeito novo. Ele repetiu a palavra estrela duas vezes na música, mudando só um pouquinho o jeito de cantar. O violão soava mais vivo agora. Ethan mudou a posição do braço para ficar mais confortável e continuou. O ar úmido entrava pela janela e tocava seu rosto. Ele cantou a letra nova de novo, sentindo as palavras saírem fáceis. O pai Alex bateu palmas ainda mais forte, fazendo barulho bom na sala. Ethan olhou para o pai e sorriu grande. O orgulho cresceu no peito devagar, como uma bolinha que ficava maior. Ele ajustou os dedinhos nas cordas e tocou a parte que tinha errado antes, agora com a palavra estrela no meio. O som ficou alegre e cheio. Ethan cantou mais uma vez a música inteira, repetindo a palavra nova no final. O cheiro de terra deixava tudo calmo. O pai Alex bateu palmas sem parar, três vezes seguidas, forte e carinhoso. Ethan sentiu o corpo quentinho e parou de tocar. Ele olhou para o violão e depois para o pai. O pai sorriu e bateu palmas mais uma vez. Ethan guardou o violão com cuidado no colo, sentindo as cordas quietas. Ele repetiu a palavra estrela só para si, baixinho. O ar fresco da janela trazia calma. Ethan mudou a posição no tapete, sentando mais perto do pai Alex. O pai bateu palmas de leve, como um agradecimento. Ethan sentiu o orgulho ficar maior no peito, mas não falou nada. Ele só olhou para o pai e respirou o cheiro de terra molhada. A música com a palavra nova ainda ecoava na sala cinza. Ethan ajustou o violão de lado e ficou quietinho, ouvindo o silêncio depois do som. O pai Alex bateu palmas duas vezes, bem devagar. Ethan sorriu de novo e sentiu que tinha feito algo bonito com a música. Ele cantou a palavra estrela mais uma vez, só para ouvir o som da própria voz na sala. O pai bateu palmas de novo. Ethan guardou a sensação do peito quentinho e ficou olhando para a janela, com o violão ainda no colo.
Capítulo 5: Cantando Juntos Antes de Dormir
Ethan dedilhou as cordas com os dedinhos e começou a cantar a melodia toda. A voz dele saiu baixa no começo, depois ficou mais firme. “Toca, toca, estrela brilha”, repetiu ele, colocando a palavra nova bem no meio da frase. O som do violão encheu a sala cinza, misturado com o cheiro de terra molhada que vinha da janela.
Alex se inclinou para perto, colocou a mão grande no braço do filho e entrou no canto. “Toca, toca, estrela brilha”, cantou junto, acompanhando o ritmo devagar. Ethan sorriu sem parar de tocar, ajustou o violão entre os dois e continuou a música. Cada vez que chegava na parte da estrela, ele cantava mais alto e olhava para o pai, como se quisesse ter certeza de que o som estava certo.
Eles repetiram o refrão três vezes. Na primeira, Ethan errou o tempo e riu baixinho. Na segunda, ele bateu o pé no chão para marcar o compasso e Alex bateu o pé junto. Na terceira, as vozes ficaram bem juntinhas, o violão soando redondo e limpo. O ar fresco tocava o rosto deles enquanto cantavam, e o céu lá fora continuava cinza e quieto.
Quando a última nota acabou, Alex bateu palmas bem devagar, três vezes, como tinha feito nas outras tentativas. Ethan segurou o violão no colo mais um instante, sentindo o calor das cordas nas pontas dos dedos. Depois levantou devagar, caminhou até a caixa que ficava ao lado do sofá e guardou o instrumento com cuidado. Colocou a tampa, fechou os dois fechos de plástico e empurrou a caixa para debaixo da mesinha.
Ele se virou para Alex e disse: “Obrigado por bater palmas, pai Alex. Eu errei no começo, mas agora saiu bonito.” Alex sorriu e abriu os braços. Ethan deu dois passinhos rápidos e abraçou o pai com força, encostando o rosto na camisa dele. O ar úmido da janela passou pela bochecha do menino, geladinho e cheiroso de terra. Ele ficou assim um tempinho, sentindo o coração do pai batendo devagar.
Depois soltou o abraço, pegou a mão de Alex e caminhou até o quarto. Na porta ele parou, olhou para trás uma vez só e disse: “Amanhã eu mostro a estrela de novo.” Alex apagou a luz da sala, deixando só a claridade suave que entrava pela janela. Ethan subiu na cama, puxou o cobertor até o queixo e fechou os olhos, ainda sentindo o cheiro de terra molhada no ar.