História personalizada

As Três Viradas do Livro dos Carros

Para Ethan 1 hora atrás

Na tarde nublada e fresca de Balneário Camboriú, Ethan se aconchegou no sofá ao lado do pai Alex. O vento leve entrava pela janela entreaberta, trazendo uma calmaria suave.

O livro de carros coloridos descansava no colo deles, pronto para uma leitura tranquila antes de dormir.

Capítulo 1: A Escolha do Livro

Ethan saiu do sofá macio e caminhou devagar até a estante baixa que ficava ao lado da janela. O vento leve entrava pela fresta, trazendo o ar fresco da tarde nublada de Balneário Camboriú. Lá fora o céu cinza deixava tudo mais calmo, e Ethan sentia vontade de ficar quietinho dentro de casa. Ele parou na frente da estante, olhou os livros coloridos um por um e escolheu o mais grosso, aquele que falava de carros. Com as duas mãozinhas ele segurou firme a lombada e puxou devagar, sentindo o peso gostoso do livro grande. Não pediu ajuda. Carregou o livro todo o caminho até o sofá, dando passinhos pequenos para não deixar cair.

Quando chegou perto de Alex, Ethan levantou o livro e disse:
— Alex, vamos ler esse.
Alex sorriu e abriu os braços. Ethan subiu no colo dele, sentou-se bem no meio e ajeitou o livro sobre as pernas dos dois. O sofá era macio e quentinho, perfeito para a tarde fresca. Ethan passou a mão na capa lisa, sentindo cada detalhe. Depois abriu devagar a primeira folha, com muito cuidado, como se fosse um tesouro. Um cheirinho de papel novo subiu até seu nariz. Ethan respirou fundo e disse baixinho:
— Cheira bom.
Ele ficou quietinho um segundo, só sentindo o cheiro e o peso do livro aberto no colo. O ar úmido lá fora fazia a cortina mexer devagar, e Ethan olhou para o movimento, depois voltou os olhos para o livro.

Ele apontou para o desenho da capa, um carro azul grande, e olhou para Alex.
— Esse carro corre rápido.
Alex concordou com a cabeça. Ethan virou um pouquinho o livro para ver melhor, ajustando com as mãozinhas fortes. Não deixou o livro escorregar nem uma vez. Sentia orgulho de ter escolhido sozinho e de ter conseguido carregar tudo até ali. Antes de começar a ler de verdade, ele fechou os olhos por um instantinho e murmurou:
— Obrigado por esse livro.
Depois abriu os olhos de novo e ficou esperando, bem quieto, com o livro seguro no colo. O vento fresco balançava a cortina devagar e Ethan sentiu o corpo quentinho do Alex por trás dele. Ele ajeitou as perninhas, tirou um fio de cabelo da frente do olho e respirou o cheiro do papel mais uma vez. O livro estava pronto. Ethan estava pronto. Segurou a capa com força, sentindo que aquele momento era dele e de Alex, e que dava para ficar ali um bom tempo lendo juntos.

Capítulo 2: A Primeira Virada

Ethan abriu o livro bem no meio do colo e olhou a primeira página. Ali tinham muitos carros vermelhos e azuis, grandes e pequenos, parados em uma estrada colorida. Ele ficou quietinho olhando cada detalhe, apontando com o dedinho. Depois segurou a ponta da página com cuidado e virou devagar, uma vez só. A página nova apareceu, também cheia de carros. Ethan olhou bem, depois virou outra vez, bem devagar, sentindo o papel deslizar entre os dedos. Quando a terceira página se abriu, ele viu um carrinho amarelo bem no meio, com rodas pretas brilhantes.

Ethan apontou para o carrinho amarelo e disse baixinho:
— Olha esse.
Alex inclinou a cabeça para ver melhor. Ethan virou a página mais uma vez, só um pouquinho, para comparar o amarelo com um carro vermelho que estava na página anterior. Ele apontou de novo e repetiu:
— Olha esse.
O vento fresco da janela entreaberta balançava a cortina devagar, fazendo sombra e luz passarem pelo sofá. Ethan sentiu o ar úmido no rosto, mas não se mexeu. Segurou o livro com as duas mãos, firme, para que nada escorregasse. O livro era pesado, mas ele não soltou.

Ele olhou para Alex e disse:
— Esse amarelo é bonito.
Depois virou a página mais uma vez, bem devagar, e apontou para um caminhão azul que apareceu.
— Olha esse também.
Ethan ajeitou o corpo no colo de Alex, sentindo o calor do pai. Ele passou o dedo devagar sobre o desenho do caminhão, como se quisesse sentir a tinta. O ar denso da tarde nublada fazia a sala parecer mais aconchegante. Ethan respirou fundo, virou a página outra vez e apontou para um carro verde agora.
— Olha esse.
Cada vez que ele virava, o livro fazia um barulhinho suave de papel. Ethan sorriu sem mostrar os dentes, só com os olhos brilhando. Ele segurou o livro mais firme ainda quando o vento soprou um pouco mais forte e a cortina mexeu bastante. Não deixou o livro cair. Ficou ali, quietinho, virando as páginas com calma, apontando e dizendo baixinho as mesmas palavrinhas. Alex sorriu e Ethan sentiu que estava tudo certo. Ele ajeitou o livro de novo, virou mais uma página devagar e apontou para outro carro.
— Olha esse.
O cheiro de papel novo ainda estava no ar, misturado com o ar fresco que entrava pela janela. Ethan ficou assim um bom tempo, virando as páginas com paciência, mostrando cada carro novo que aparecia.

Capítulo 3: A Descoberta com Força

Ethan ficou sentado no colo de Alex, com o livro aberto bem no meio. Ele colocou as duas mãozinhas nas bordas grossas do livro e apertou firme para que nada escorregasse. O vento leve entrava pela janela entreaberta e fazia as páginas quererem subir um pouco, mas Ethan segurou com força, sentindo os dedinhos cansarem um pouquinho. O ar da tarde nublada estava fresco, quase como se fosse vinte graus, e o cheiro de papel misturado com o vento trazia uma sensação calma dentro da sala. Ethan olhou para a página que já estava aberta e decidiu ver mais desenhos. Ele virou uma vez devagar. Na nova página apareceram vários carros parados em uma fila colorida, um vermelho bem vivo e outro azul com janelas grandes. Ethan apontou com o dedinho e disse baixinho: “Carro vermelho”. Alex sorriu e ficou quieto, deixando o menino olhar quanto tempo quisesse.

O livro ainda estava firme nas mãos dele. Ethan respirou fundo, ajustou a posição no colo de Alex e virou outra vez, com um movimento mais lento. Dessa vez apareceu uma estrada cheia de carros menores e um que parecia estar correndo, com linhas atrás dele. Ethan ficou olhando para as linhas, inclinou a cabeça para o lado e disse: “Olha, rápido”. Ele passou o dedo devagar sobre o desenho, sentindo o papel liso. O vento soprou de novo e uma página tentou se mexer, mas Ethan apertou mais as duas mãos, mostrando que não ia deixar o livro cair. O peso do livro no colo parecia gostoso, como um cobertor leve que ele não queria soltar.

Ele olhou para Alex por um segundo, depois voltou os olhos para o livro. Queria ver se tinha mais alguma coisa diferente. Segurou ainda mais firme, com os dedinhos brancos de tanto apertar, e virou a página pela terceira vez. Na hora apareceu um caminhão grande, daqueles que parecem levar muitas coisas, todo vermelho com caçamba alta e muitas rodas pretas. Ethan nunca tinha visto aquele desenho antes. Ele ficou bem quietinho, quase sem mexer o corpo, só olhando. O caminhão tinha faróis amarelos desenhados e uma porta que parecia se abrir. Ethan sentiu o coração bater mais calmo enquanto observava cada detalhe. O livro continuava pesado e seguro nas suas mãos.

Ethan passou o dedo devagar pelas rodas do caminhão, uma por uma, contando baixinho: “Uma, duas, três”. O ar denso da tarde nublada fazia a sala parecer mais aconchegada. Ele ajustou o livro um pouquinho para a esquerda, porque uma parte da página estava saindo do colo, e segurou firme de novo. O vento leve balançou a cortina, mas Ethan nem olhou para fora. Ele só queria ficar olhando aquele caminhão grande que tinha aparecido na terceira virada. O cheiro do papel novo subiu de novo e Ethan respirou fundo, sentindo o livro todo nas mãos. Depois de um tempo, ele levantou um pouco o livro para ver melhor o desenho de cima, sempre com as duas mãos bem apertadas para não deixar escapar. O caminhão parecia ainda maior assim. Ethan ficou mais um pouco quietinho, só olhando, sentindo o peso gostoso que não queria largar.

Capítulo 4: O Agradecimento e o Abraço

Depois de olhar bastante para o caminhão, Ethan soltou o ar devagar. Ele fechou o livro com cuidado, usando as duas mãos para juntar as páginas uma de cada vez até a capa se encontrar. O barulho das folhas se encontrando foi suave, como uma folha caindo. Ethan olhou para Alex que estava ao lado dele no sofá e disse bem clarinho: “Obrigado”. A palavra saiu pequena, mas saiu direito, como ele sempre gostava de dizer quando algo bom acontecia. O vento continuava entrando pela janela, trazendo o ar fresco da tarde nublada de Balneário Camboriú, e o céu lá fora ficava mais escuro aos poucos.

Ethan segurou o livro fechado com uma mão só agora e virou o corpo um pouquinho no colo de Alex. Ele esticou o braço até a mesinha que ficava ao lado do sofá e colocou o livro bem no meio, longe da borda, para não cair. Depois de guardar, ele voltou a se ajeitar, sentindo o tecido macio do sofá embaixo das pernas. O livro estava guardado, mas Ethan ainda sentia o peso gostoso dele nas mãos mesmo depois de soltar. Ele olhou de novo para Alex e repetiu mais baixo: “Obrigado”.

Em seguida Ethan se inclinou para frente e deu um abraço forte, passando os dois bracinhos ao redor de Alex. O abraço foi bem apertado, como quando ele queria mostrar que estava contente. Ethan sentiu o coração esquentar dentro do peito, uma sensação quentinha que subiu até o rosto. Ele ficou assim um tempinho, com a cabeça encostada, ouvindo a respiração calma de Alex. O céu nublado lá fora estava ainda mais escuro agora, e a luz dentro da sala ficou mais suave, quase como se convidasse para dormir. Ethan ajustou o abraço uma vez, apertando mais um pouquinho, depois soltou devagar, mas continuou sentado perto.

Ele olhou para a mesinha onde o livro estava guardado e sorriu pequeno. O vento leve soprou de novo, fazendo a cortina mexer devagar. Ethan sentiu as pernas quentinhas do tempo que tinha ficado sentado e se mexeu só um pouquinho para ficar mais confortável. O ar denso da tarde trazia uma calma que fazia os olhos dele quererem fechar, mas ele ainda olhou uma última vez para Alex e disse outra vez, bem baixinho: “Obrigado”. Depois disso Ethan ficou quietinho no colo, sentindo o coração ainda quentinho e o sofá macio segurando ele. O livro na mesinha parecia esperar pela próxima vez, e o céu lá fora continuava escurecendo devagar, trazendo a noite calma para Balneário Camboriú.

Voltar para o início