História personalizada

A Canção das Estrelas nas Nuvens

Para Ethan 9 dias atrás

Num dia fresco e nublado em Balneário Camboriú, Ethan se aconchegou junto à janela do quarto, com uma blusa de manga comprida que protegia do ar úmido. Alex estava por perto, e juntos observavam o céu cinza lá fora.

Uma brisa leve entrava, trazendo a sensação de que algo mágico podia aparecer nas nuvens.

Capítulo 1: O Primeiro Apontar

Ethan encostou o nariz no vidro da janela do quarto. A blusa de manga comprida ficava boa no ar úmido que entrava devagar. O dia estava fresco e nublado em Balneário Camboriú, com nuvens cinza cobrindo tudo. Alex estava perto, sentado em uma cadeira baixa, olhando para o mesmo céu. Ethan sentiu a brisa leve batendo na pele do rosto e balançou um pouco o corpo, como se estivesse ouvindo uma música que só ele sabia. Ele olhou para uma nuvem grande e redonda que parecia ter pontinhas brilhantes aparecendo de vez em quando, como se fossem luzes distantes.

Com o dedinho apontando firme para a nuvem, Ethan fez um som baixinho: zummm. O som saiu suave, como uma estrela voando pelo céu. Ele repetiu devagar, zummm, zummm, sentindo a vibração na garganta. O corpo começou a balançar no ritmo que ele mesmo inventou, primeiro devagar, depois um pouco mais rápido. A curiosidade sobre o espaço cresceu dentro dele. Ethan pensou em estrelas brilhando, em planetas girando e em foguetes subindo. Queria contar tudo isso com uma canção, então repetiu o som mais uma vez, zummm, alongando a voz para que a melodia ficasse bonita.

Ele deu um passinho para trás, ainda apontando, e olhou para Alex. Alex sorriu e assentiu com a cabeça. Ethan pegou um livrinho de espaço que estava na mesinha ao lado da janela. Abriu a primeira página com cuidado, mostrando uma imagem de estrelas. Depois colocou o livro de volta e voltou para a janela. O ar fresco entrava mais forte agora, fazendo a cortina mexer um pouquinho. Ethan repetiu o som zummm, balançando o quadril de um lado para o outro como se dançasse devagar. A repetição deixava ele feliz, porque cada vez o som saía um pouco diferente.

Ethan tocou o vidro com a outra mão, sentindo o frio. A nuvem parecia se mover devagar, mudando de forma enquanto ele observava. Ele balançou o corpo de novo, fazendo o som mais baixinho para sentir como a música vibrava no peito. Queria que Alex ouvisse bem, então virou o rosto e disse: “Zummm, olha a estrela”. Alex se inclinou um pouco mais perto, sem falar alto, só ouvindo. Ethan repetiu o gesto do dedo apontando, criando a melodia inventada mais uma vez. O ar úmido trazia cheiro de terra e folhas, e ele sentiu o corpo quentinho dentro da blusa.

Ele deu dois passinhos pequenos para o lado, ainda olhando a nuvem. A curiosidade sobre o espaço não parava: ele imaginou planetas vermelhos e azuis, luas redondas e estrelas que piscavam. Para mostrar isso com música, Ethan cantou o zummm mais longo, como se a estrela estivesse viajando longe. O som ecoou baixinho no quarto. Ethan sorriu, pegou o dedinho e repetiu o apontar firme, balançando o corpo no mesmo ritmo. A sensação de cantar sobre o espaço deixava tudo mais divertido. Ele olhou de novo para Alex, que continuava por perto, e sentiu que dividir esse momento era bom. O som zummm saiu uma última vez, suave, enquanto a brisa passava pela janela e o corpo de Ethan ficava mais leve com o balançar constante.

Capítulo 2: A Segunda Vez com Som Novo

Ethan deu dois passinhos para o lado da janela, mudando um pouco de lugar para ver melhor. A brisa continuava entrando, fresca e leve, tocando a manga da blusa. Ele apontou de novo para outra nuvem, essa mais fina e que mudava de forma enquanto passava. A nuvem parecia se esticar como uma faixa longa no céu cinza. Ethan criou um som diferente, bem mais longo: tchiii. O som saiu como vento soprando entre as estrelas, suave e contínuo. Ele repetiu o gesto do dedo apontando, olhando direto para Alex, e variou o volume da voz: primeiro tchiii bem baixinho, depois um pouco mais alto para ouvir como o eco ficava no quarto úmido.

O corpo pareceu mais leve com a brisa que passava pela janela. Ethan balançou os ombros devagar, sentindo a melodia nova sair naturalmente. Ele repetiu o tchiii, alongando mais o final, como se o vento estivesse carregando a estrela para longe. A repetição ajudava ele a sentir a música melhor, e cada vez o som mudava um pouquinho. Ethan deu um passo pequeno para frente, encostando o dedinho no vidro de novo, e cantou tchiii mais uma vez, variando o volume para ouvir o eco voltando das paredes. Alex estava ali, perto o suficiente para Ethan ver o sorriso calmo. Ethan olhou para ele e repetiu o som, convidando sem palavras.

Ele pegou um carrinho de brinquedo que estava no chão perto da janela e colocou em cima da mesinha, como se o carrinho fosse um foguete pequeno no espaço. Depois voltou o olhar para a nuvem que mudava de forma e fez o tchiii mais uma vez, agora com a voz um pouco mais aguda. O ar fresco entrava e saía, fazendo Ethan sentir o corpo leve e confortável dentro da blusa de manga comprida. Ele repetiu o apontar, variando o volume: tchiii baixo, depois tchiii mais alto, ouvindo o som bater no teto úmido e voltar devagar. A curiosidade sobre o espaço crescia, e Ethan imaginou estrelas sopradas pelo vento, planetas distantes e luas brilhando.

Ethan balançou o corpo de lado a lado, criando o ritmo com os passinhos pequenos. Ele repetiu o som tchiii três vezes seguidas, cada uma com um volume diferente, para sentir como a música preenchia o quarto. O dedo continuava apontando firme para a nuvem que agora parecia uma faixa longa e fina. Alex se aproximou um pouco mais, e Ethan olhou para ele de novo, repetindo o tchiii mais baixo, como se dividisse a melodia inventada. A brisa passou mais forte, trazendo a sensação de leveza no corpo inteiro. Ethan ajustou o dedinho no vidro, mudou o ângulo do apontar e fez o som uma última vez, alongando o tchiii para ouvir o eco demorar no ar úmido.

Ele deu um passinho para trás, pegou o livrinho de espaço da mesinha e abriu em uma página com desenhos de estrelas. Colocou o dedo na imagem, depois apontou de volta para a janela, ligando as duas coisas. O som tchiii saiu mais uma vez, suave, enquanto Ethan balançava o quadril no ritmo que criava. A repetição com variação de volume deixava a música mais rica, e ele sentia que contar sobre o espaço dessa forma era a melhor parte. Alex ficou quieto, ouvindo, e Ethan repetiu o gesto do apontar, variando o som para que o eco preenchesse o quarto fresco. O corpo continuava leve, a brisa entrando sem parar, e a vontade de cantar sobre estrelas não acabava.

Capítulo 3: A Forma que Apareceu

Ethan parou um instante na frente da janela do quarto. Ele franziu a testa, olhando com atenção para as nuvens cinzentas que se moviam devagar no céu de Balneário Camboriú. A brisa fresca entrava pela fresta, tocando a manga da blusa comprida e fazendo o tecido balançar de leve. Ele levantou o dedinho pela terceira vez, apontando firme para o meio das nuvens, concentrado como se tentasse descobrir algo novo. De repente uma nuvem maior se abriu no centro, revelando uma forma bem marcada de estrela, com pontas claras aparecendo contra o cinza úmido. Ethan ficou quietinho por um segundo, depois sua boca se abriu devagar. Ele inventou um som novo para celebrar a descoberta, repetindo “plim plim” como notas de violão que ele já tinha escutado antes. “Plim plim plim”, cantou baixinho, balançando o corpo de um lado para o outro no ritmo da melodia que criava ali mesmo. O som era curto e alegre, ecoando no quarto com o ar úmido. Ele repetiu o som três vezes seguidas, variando o volume: primeiro mais baixo, depois um pouco mais alto para ouvir como voltava. A brisa leve passou de novo, trazendo um cheirinho fresco de fora. Ethan se mexeu animado, virando o corpo e dando passinhos rápidos até o canto do quarto onde guardava os livros de espaço. O chão de madeira estava um pouco frio sob os pés, mas ele caminhou com cuidado para não pisar no carrinho de brinquedo que estava caído. Chegou perto da estante baixa, esticou o braço e tocou o livro que tinha desenhos de planetas e estrelas na capa. Sentiu a textura áspera da capa com as pontas dos dedos, passando a mão devagar de cima para baixo como se explorasse uma coisa importante. “Plim plim”, repetiu ele de novo, agora mais suave, como se contasse uma história musical só para si. Segurou o livro com as duas mãos, sentindo o peso leve e o cheiro de papel antigo. Abriu um pouquinho as páginas grossas e viu desenhos de foguetes voando entre estrelas brilhantes. Fechou o livro com cuidado, colocou de volta na prateleira e ajustou a posição para que ficasse bem certinho. Olhou para a janela de novo, ainda com o som na cabeça, e respirou fundo sentindo o ar fresco entrar pelo nariz. Depois deu uma voltinha pequena no lugar, repetindo “plim plim” baixinho. A sensação da estrela marcada nas nuvens o deixou com vontade de criar mais sons. Ele pegou outro livro menor ao lado, sentiu a capa lisa dessa vez, passou o dedo nas letras em relevo e sorriu. Colocou o livro de volta, empurrou levemente o carrinho com o pé para o canto e se preparou para voltar à janela, com a música ainda tocando dentro dele. A blusa de manga comprida protegia bem do frescor, e ele se sentiu confortável ali no quarto enquanto o vento leve continuava entrando.

Capítulo 4: Apontando Juntos

Ethan voltou para perto da janela, dando passinhos calmos pelo quarto. Ele parou ao lado de Alex, que estava sentado na cadeira baixa, e estendeu a mão pequena para pegar a mão do pai Alex. Os dedos se encontraram e Ethan sentiu o calor da mão grande envolvendo a sua, quente e segura. Ele apontou junto com Alex para a mesma nuvem que tinha mostrado a estrela, cantando o “plim plim” mais alto para os dois ouvirem. “Plim plim plim”, repetiu ele, balançando o corpo no mesmo ritmo de antes, agora com o som dos dois juntos ecoando no quarto. A repetição parecia diferente com a companhia, mais alegre e cheia. A brisa leve entrou de novo, trazendo o cheiro de terra molhada lá fora, misturado com o ar fresco e úmido. Ethan apertou a mão do pai Alex com carinho, sentindo o calor subir pelo braço enquanto observava a estrela marcada nas nuvens. Ele repetiu o som três vezes, variando um pouco o jeito de cantar: primeiro mais agudo, depois mais grave, como se tocasse violão junto com o pai Alex. O cheiro de terra molhada ficou mais forte por um instante, fazendo o quarto parecer ligado ao dia lá fora. Ethan ajustou a posição do pé no chão, sentindo o tapete macio, e apontou de novo, compartilhando o gesto. A mão do pai Alex ficou firme, transmitindo calma enquanto a brisa tocava as mangas das blusas. Ele cantou “plim plim” mais uma vez, sorrindo pequeno e olhando para a janela, depois para o pai Alex. A sensação de calor na mão o deixou tranquilo. Ethan deu dois passinhos para o lado, ainda segurando a mão, e repetiu o som baixinho, como se guardasse a música para depois. A estrela nas nuvens continuava visível, e ele apontou mais uma vez, sentindo o cheiro de terra molhada entrar pelo nariz. A brisa soprou de leve, fazendo a manga da blusa balançar. Ethan soltou a mão do pai Alex por um segundo, tocou o vidro da janela com o dedinho e cantou o som final, “plim”, sentindo o calor voltar quando segurou a mão de novo. O quarto estava calmo, o dia fresco e nublado lá fora, e ele ficou quietinho, aproveitando o momento de apontar junto e ouvir os sons que inventara.

Capítulo 5: A Estrela de Papel

Ethan soltou a mão de Alex devagar, deu dois passinhos até a mesinha branca ao lado da janela e puxou o livro de espaço que estava ali. A capa lisa fez um barulhinho suave quando ele a abriu. A brisa úmida entrava pela fresta e balançava a manga da blusa comprida, mas Ethan não se mexeu. Ele folheou as páginas grossas com cuidado, uma de cada vez, até encontrar a estrela de papel guardada bem no meio. Os dedos pequenos pararam, sentiram o papel fino e dobrado.

Com as duas mãos, Ethan tirou a estrela do livro e a segurou contra a luz cinzenta que vinha da janela. As pontinhas estavam um pouco amassadas, mas ainda brilhavam de branco. Ele deu um passinho para a frente, esticou o braço e colocou a estrela na borda da janela, empurrando devagar para que ficasse firme. O vento leve passou por cima, mas não levou a estrela porque ela estava encaixada direitinho. Ethan ficou olhando um instante, vendo como o papel balançava só um pouquinho.

— Olha, Alex — disse ele, com a voz baixinha. — Estrela não voa.

Alex se aproximou da mesinha e parou ao lado dele. Ethan sorriu, virou o corpo e deu um abraço apertado na cintura do pai, encostando o rosto na camisa. O abraço ficou assim por alguns segundos, bem quentinho. Ele sentiu o cheiro da blusa de Alex misturado com o ar fresco que vinha da rua. Depois soltou um pouco, mas ainda segurou a mão do pai com uma das mãos.

Ethan olhou de novo para a estrela na janela, respirou fundo e cantou bem baixinho o som que tinha inventado antes: “zummm”. A voz saiu suave, quase um zunido, como se a estrela estivesse voando devagar entre as nuvens. Ele repetiu uma vez, mais calmo ainda: “zummm”. Os dedos da mão livre voltaram até a borda da janela e tocaram o papel da estrela, sentindo a textura macia e um pouco áspera nas dobras. O vento fresco tocou a ponta dos dedos, mas a estrela continuou ali, segura.

Ele cantou o “zummm” mais uma vez, bem baixinho, quase para si mesmo. O som pareceu misturar com a brisa que entrava, como se a música continuasse sozinha. Ethan fechou os olhos devagar, ainda com os dedos na estrela de papel, sentindo o calor da mão de Alex na outra mão. O quarto ficou quieto, só com o barulhinho leve do vento na fresta e o papel roçando de vez em quando.

A estrela ficou parada na borda, bem firme, enquanto o dia nublado de Balneário Camboriú continuava lá fora. Ethan respirou mais uma vez, sentindo o cheiro de terra úmida que a brisa trazia, e deixou o corpo relaxar contra a perna de Alex. Os olhos continuaram fechados, os dedos ainda leves sobre o papel macio, como se guardasse aquele momento só para os dois.

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