Na sala de casa, o ar fresco e úmido entrava pela janela, trazendo uma brisa leve. Ethan subiu no sofá e se acomodou bem pertinho do pai Alex. O dia lá fora estava nublado e calmo, e eles seguravam um livro grande cheio de estrelas brilhantes.
Ethan já sentia o cheirinho suave das páginas e o calor do braço do pai por perto. Tudo parecia quietinho e gostoso, como se o livro esperasse para mostrar algo novo.
Capítulo 1: A Primeira Página
Ethan sentou no sofá da sala e pegou o livro grande com as duas mãos. O livro era pesado no colo dele, mas ele segurou firme sentindo o papel grosso entre os dedinhos. O ar fresco e úmido entrava pela janela aberta, trazendo uma brisa leve que tocava seu rosto e deixava a sala com cheiro de dia nublado. Ele olhou para a capa cheia de estrelas brilhantes e quis logo descobrir quantas cabiam ali dentro. Com cuidado, Ethan virou a capa devagar. O papel fez um som suave de deslizar, como uma folha de árvore caindo no chão. Ele sentiu a textura áspera e o peso da página passando por baixo dos dedos. Agora a primeira página estava aberta, cheia de estrelas amarelas e brancas desenhadas no fundo escuro. Ethan inclinou o corpo para frente, sentindo o tecido macio do sofá sob as pernas. Ele quis contar todas as estrelas que via. Com o dedinho indicador apontou para uma estrela bem redonda no meio da página. "Olha, uma bola no céu!", falou com a voz clara e animada. Alex ficou quietinho ao lado, com o braço perto mas sem tocar, deixando Ethan explorar sozinho. Ethan ajustou o livro um pouco mais para cima no colo, sentindo o calor do papel e o fresquinho da brisa que entrava. Ele apontou para outra estrela logo ao lado, uma menor que parecia um pontinho. "Essa brilha também!", disse ele. A curiosidade fazia ele querer saber quantas estrelas mais cabiam na página. Ele passou a mão aberta sobre o desenho, sentindo a superfície lisa e depois a borda grossa do livro. Ethan olhou para Alex por um segundo, sorriu e falou baixinho: "Obrigado por segurar o livro comigo". Era uma forma simples de mostrar que gostava daquele tempo quieto. Ele voltou a apontar, agora para uma estrela maior no canto. "Essa parece maior!", continuou, sendo honesto com o que via sem inventar nada. A brisa úmida mexeu levemente as páginas do livro, e Ethan segurou com as duas mãos para não deixar sair. Ele mudou um pouquinho de lugar no sofá, arrastando as pernas para ficar mais confortável, sentindo o sofá afundar um pouco. Cada estrela que apontava parecia diferente. Ele contou em voz baixa uma, duas, três, parando para sentir o cheiro das páginas velhas misturado com o ar fresco da janela. Ethan apontou de novo para a estrela redonda. "Bola no céu!", repetiu, gostando do som das próprias palavras. Alex continuou quieto, apenas presente, deixando o menino descobrir tudo no ritmo dele. Ethan sentiu gratidão por poder ficar ali sem pressa, então encostou o ombro no braço de Alex por um instante antes de voltar a olhar o livro. Ele ajustou o livro de novo, virando um pouco mais para ver melhor o desenho todo. O dia lá fora estava calmo e nublado, e a sala parecia segura e boa para ficar. Ethan passou o dedo devagar por cima de várias estrelas, sentindo a vontade de contar quantas cabiam na página. "Muitas bolinhas!", falou, sendo direto com o que via. Ele riu baixo, um riso curto e contente, e apontou mais uma vez. A mão pequena subiu e desceu no papel grosso, explorando cada detalhe desenhado. Ethan mudou a posição do livro no colo, sentindo o peso novamente, e apontou para uma estrela diferente que parecia um pontinho brilhante. "Essa aqui é pequena!", disse com honestidade, descrevendo exatamente o que enxergava. A brisa leve entrou de novo, tocando seu cabelo loiro e refrescando a pele. Ele ficou ali, quietinho por alguns segundos, sentindo o corpo relaxado no sofá e o livro seguro nas mãos. Ethan olhou de novo para Alex e deu um sorrisinho pequeno, agradecendo em silêncio por aquele momento de leitura calma. Depois apontou mais uma estrela redonda e repetiu: "Olha, outra bola!". Cada gesto era feito com atenção, sentindo o papel, o ar úmido e a presença de Alex ao lado. Ele continuou assim, explorando a página com o dedinho, mudando o livro de ângulo e sentindo o sofá acolchoado sob o corpo. A vontade de contar quantas estrelas cabiam ali deixava Ethan quieto e concentrado, repetindo o apontar várias vezes com pequenas variações no que via.
Capítulo 2: Virando para a Próxima
Ethan passou o dedo na borda da página, sentindo a parte fina e áspera do papel. Ele virou devagar a folha seguinte, ouvindo o som suave de novo enquanto o livro se abria mais no colo. A página nova estava cheia de estrelas diferentes, algumas maiores e outras bem pequenas. Ethan mudou de posição no sofá, arrastando o corpo para ficar mais pertinho de Alex, sentindo o calor do braço ao lado e o fresquinho da brisa úmida na pele. Ele quis continuar contando quantas estrelas cabiam agora. Com o dedinho apontou para um desenho que parecia um carro pequeno, com estrelas formando uma forma alongada. "Uma, duas... muitas!", contou em voz alta, falando as palavras devagar e com clareza. A brisa leve da janela tocou seu cabelo, mexendo alguns fios e trazendo o ar fresco do dia nublado. Ethan repetiu o gesto de apontar, mudando o dedo de estrela em estrela e vendo formas novas a cada vez. Ele ajustou o livro mais uma vez no colo, sentindo o peso agora maior com duas páginas abertas. "Olha esse carro no céu!", disse, sendo honesto com o que enxergava sem inventar nomes. Alex ficou quietinho, deixando Ethan continuar no ritmo dele. Ethan mudou um pouco mais o corpo no sofá, encostando o joelho no tecido macio e sentindo a umidade leve do ar na mão que segurava o livro. Ele apontou de novo, agora para outra estrela que parecia um pontinho redondo. "Uma, duas... muitas!", repetiu, mudando o que via e contando as que cabiam ali. A sensação de repetir o gesto trazia uma calma gostosa. Ethan passou a mão aberta sobre a página, sentindo o papel fresco e depois voltando o dedinho para apontar mais estrelas. A brisa tocou seu rosto de novo, refrescando enquanto ele mudava de lugar para ver melhor. Ele olhou para Alex e sorriu, sentindo gratidão por poder ficar ali contando estrelas sem pressa. "Gosto de virar as páginas", falou com palavras simples, mostrando honestidade no que sentia. Ethan apontou para uma estrela que parecia um traço fino. "Essa é diferente!", disse, descrevendo exatamente o que via. Ele ajustou o livro inclinando um pouco para a luz que entrava fraca pela janela nublada. A brisa continuou mexendo o cabelo dele enquanto repetia o apontar, mudando de estrela e contando "Uma, duas... muitas!" de novo. Cada vez que virava o dedo, via algo novo: uma estrela maior, uma menor, uma que parecia uma bolinha. Ethan sentiu o sofá afundar um pouco mais quando mudou de lado, sentindo o ombro de Alex perto e o cheiro do papel misturado com o ar úmido. Ele apontou para mais duas estrelas juntas. "Olha essas duas!", falou, mantendo a contagem com a voz clara. A repetição do gesto fazia ele querer continuar explorando a página toda. Ethan tocou a borda do livro com a outra mão, sentindo a grossura e ajustando para não cair. A brisa leve entrou outra vez, tocando sua pele e fazendo ele sentir o corpo relaxado no sofá. Ele olhou para Alex e disse baixinho: "Obrigado por ficar aqui", agradecendo com sinceridade o tempo de leitura tranquila. Depois voltou a apontar, mudando o que via a cada estrela e repetindo o gesto várias vezes. "Uma, duas... muitas!", contou de novo, sentindo a satisfação de descobrir formas novas na página. Ethan mudou a posição das pernas no sofá, sentindo o tecido macio e o fresquinho do ar úmido. Ele apontou para uma estrela que parecia um ponto brilhante. "Essa brilha mais!", falou honestamente. A vontade de contar quantas cabiam ali o mantinha concentrado, repetindo o apontar com pequenas mudanças a cada vez. Ethan sentiu o peso do livro no colo e ajustou com as duas mãos, virando um pouquinho mais a página para ver o desenho inteiro. A brisa tocou seu cabelo de novo enquanto ele repetia o gesto, mudando o que enxergava e sentindo a calma da sala nublada. Ele continuou assim, apontando estrelas diferentes e contando em voz alta, mostrando gratidão por aquele momento simples de ficar perto de Alex e explorar o livro.
Capítulo 3: A Estrela Sem Nome
Ethan passou o dedinho na borda do papel mais uma vez, sentindo a parte fina e um pouco áspera onde a folha se soltava do resto do livro. Ele virou a página devagar, ouvindo o barulhinho suave que ela fazia ao se abrir, e o livro ficou ainda mais aberto no colo dele. O ar fresco e úmido da janela entrava de leve, tocando seu rosto e fazendo o cabelo mexer um pouquinho. O sofá estava macio embaixo, e ele mudou de posição só um pouco, encostando mais o braço no de Alex para ficar bem juntinho. Na nova página, várias estrelinhas desenhadas formavam um traço comprido, como se fossem uma linha reta no céu escuro. Ethan olhou bem para aquele desenho, apontou com o dedo e falou baixinho: “Olha, um caminho no céu!”. Depois ele ficou quietinho por um segundo, só olhando. A brisa leve trouxe um cheirinho de fora, úmido e calmo, e ele sentiu o peso do livro grande ainda no colo, quente onde as mãos tocavam o papel grosso. Ele apontou de novo para cada estrelinha da linha, uma por uma, e murmurou: “Uma, duas, três...”. O dedo parou no meio do traço. Ethan inclinou a cabeça, tentando ver se aquela forma lembrava alguma coisa que ele já sabia, como a bola ou o carro das páginas antes, mas nada vinha. Ele olhou para o lado, viu o rosto de Alex bem perto e falou bem clarinho, sem pressa: “Não sei o nome dessa”. As palavras saíram simples, como saíam sempre que ele contava o que via. Alex ficou ali, quieto, e sorriu de um jeito calmo, o canto da boca subindo devagar. Ethan sentiu o ombro do pai se mexer um pouquinho, devagarinho, como se aquele movimento dissesse que estava tudo bem dizer a verdade assim. Ele não tirou o dedo do desenho ainda, só passou a ponta dele devagar por cima das estrelinhas da linha, sentindo o papel liso. A sala estava tranquila, só o som da brisa vindo da janela e o leve rangido do sofá quando ele ajustou as pernas. Ethan olhou de novo para a página, depois para Alex, e repetiu baixinho: “Não sei o nome dessa”. O livro ficou aberto ali, as páginas brilhando um pouco com a luz fraca que entrava, e ele sentiu o calor do braço de Alex por perto, o cheiro das folhas antigas misturado com o ar fresco. Com a mão livre, ele tocou a borda do livro, ajustando um pouco o peso no colo, e ficou olhando mais um pouco para o traço de estrelas, sem inventar nome nenhum. A umidade do ar fazia a pele dele sentir fresquinho, e ele respirou fundo, contente por estar ali sentado, apontando e dizendo o que sabia e o que não sabia. Alex não falou nada alto, só deixou o ombro se mexer mais uma vez, devagar, e Ethan sentiu que aquilo era um jeito de aprovar. Ele virou o rosto para a janela por um instante, viu as nuvens lá fora, e depois voltou a olhar para o livro, o dedo ainda na página. O sofá rangia de leve quando ele se ajeitava, e o ar continuava entrando, trazendo aquela sensação úmida e boa. Ethan apontou mais uma estrelinha do traço, só para ver, e falou: “Essa aqui brilha”. Depois parou e repetiu, bem claro: “Não sei o nome dessa”. Cada vez que falava, o livro parecia mais leve no colo, e ele sentia o corpo relaxando contra o braço de Alex. A brisa tocou de novo seu rosto, e ele fechou os olhos por um segundo só, sentindo tudo: o papel, o peso, o ombro que se mexia devagar aprovando a honestidade simples das palavras.
Capítulo 4: Fechando o Livro Juntos
Ethan colocou as duas mãos na capa do livro, sentindo o peso dele todo no colo, quente e firme. Ele fechou devagar, primeiro uma página, depois outra, ouvindo o barulhinho macio das folhas se juntando. O ar fresco e úmido da janela continuava entrando, fazendo a sala parecer mais calma, com aquela brisa leve que tocava seu rosto e deixava tudo um pouco mais fresco. Ele encostou a cabeça no braço de Alex por um instante, sentindo o tecido da camisa e o calor ali, e ficou assim um tempinho, só respirando. O livro agora estava fechado, e ele olhou para a janela nublada lá fora, vendo as nuvens paradas e o dia calmo de vinte graus. Com cuidado, ele levantou o livro com as duas mãos, sentindo ainda o peso que descia devagar, e o colocou na mesinha ao lado do sofá, soltando um suspiro contente que saiu bem baixinho. O livro fez um barulhinho suave ao tocar a madeira da mesinha, e Ethan ajustou a posição dele ali, empurrando um pouquinho para não cair. Alex deu um beijinho na cabeça dele, o beijo quente e rápido, e Ethan sentiu o cabelo mexer de leve com o ar que entrava. Eles ficaram ali sentados, o sofá macio embaixo, o braço de Alex por perto, e o fresquinho da tarde enchendo a sala toda. Ethan olhou de novo para a mesinha, viu o livro guardado, e sentiu uma vontade de agradecer por aquele tempo quieto, por poder folhear, apontar e falar o que via. Ele moveu as pernas um pouco, sentindo os pés no sofá, e encostou mais o ombro no de Alex, como se quisesse guardar aquele momento. A brisa úmida tocou de novo sua mão, e ele abriu os dedinhos, sentindo o ar passar. O livro na mesinha parecia guardar todas as estrelas das páginas, e Ethan soltou outro suspiro pequeno, contente, olhando para a janela e depois para o chão da sala. Alex ficou ali do mesmo jeito, quieto e perto, e Ethan sentiu que o beijinho ainda estava na cabeça, quentinho. Ele esticou uma mão e tocou de leve a capa do livro na mesinha, só para sentir o papel de novo, depois puxou a mão devagar e a colocou no colo. O ar da janela trazia cheirinho de umidade e calmaria, e eles ficaram assim, sem pressa, sentindo o fresquinho que entrava pela sala toda. Ethan fechou os olhos por um segundo, ouvindo o som suave da brisa, e pensou no peso do livro que já estava guardado, no traço de estrelas que ele não sabia o nome, e no jeito bom de estar ali com Alex. Ele abriu os olhos, olhou para a mesinha de novo e murmurou: “Foi bom”. O suspiro saiu mais uma vez, contente, e ele se ajeitou no sofá, sentindo o corpo relaxado depois de todo o apontar e virar páginas. A luz fraca do dia nublado entrava devagar, e o ar úmido fazia tudo parecer seguro e calmo. Ethan tocou o braço de Alex com a mão, um toque leve, e ficou ali, sentindo gratidão por aquele tempo de leitura tranquila, pelo livro guardado, pela brisa e pelo beijinho que ainda esquentava sua cabeça. Eles não se mexeram por um bom tempo, só deixando o fresquinho da tarde preencher a sala, o sofá macio e o silêncio bom que ficava depois de fechar o livro juntos.