Era fim de tarde em Balneário Camboriú. O ar estava macio e úmido, entrando pela janela aberta, enquanto uma brisa leve trazia um cheirinho de mar. Tudo parecia calmo e gostoso, como se algo bom estivesse prestes a começar.
Ethan, loirinho de olhos azuis, estava sentado no tapete da sala ao lado do pai Alex. O calor suave do dia ainda pairava no ar, deixando a sala tranquila e acolhedora.
Capítulo 1: A Caixa Chegando
Era fim de tarde em Balneário Camboriú. O ar macio e úmido entrava pela janela aberta da sala, trazendo um cheirinho leve de maresia misturado com o ar denso. Ethan estava sentado no tapete da sala, com as pernas cruzadas bem devagar. Ao lado dele estava o pai Alex, quietinho também. A brisa de cinco quilômetros por hora tocava o rosto de Ethan, fazendo as cortinas se moverem um pouquinho. As nuvens esparsas lá fora passavam devagar, e a temperatura amena deixava tudo calmo e gostoso.
De repente Alex se levantou e saiu da sala por um instante. Voltou logo carregando uma caixa colorida nas mãos grandes. A caixa era grande, com desenhos em vermelho, azul e amarelo brilhando. Alex colocou a caixa no chão, bem perto de Ethan, fazendo um barulhinho suave ao tocar o tapete. Ethan inclinou o corpo para frente, sentindo o ar úmido na pele. Ele esticou a mão pequena e tocou a embalagem lisa da caixa. O papel era frio e suave, como uma folha grande. Ethan sorriu e começou a rasgar o papel com cuidado, puxando um pedacinho de cada vez, sem pressa. Ele tirou um pedaço, parou para olhar, depois tirou outro pedaço menor. A caixa revelava mais cor por baixo.
Dentro da caixa apareceu o videogame novo, brilhando com luzes pretas e botões redondos. Ethan pegou o controle de plástico com as duas mãos. O controle era leve e cabia direitinho nas palminhas dele. Ele apertou um botão grande no meio, devagar. A tela da televisão acendeu de uma vez, cheia de luzes coloridas vermelhas, azuis e verdes que dançavam. Ethan piscou os olhos para ver melhor, ajustando o corpo no tapete. A brisa entrou outra vez pela janela, trazendo mais cheirinho de mar e tocando o cabelo dele. Ethan apertou um botão menor no controle, só para testar. A tela mostrou uma imagem nova, com formas que se moviam devagar. Ele riu baixinho, sentindo o plástico frio na mão.
Ethan mudou de posição no tapete, sentando mais para o lado para ver a tela melhor. Ele tocou o controle de novo, virando ele um pouquinho para cima e para baixo. O ar úmido fazia a sala parecer acolhedora, como se estivesse abraçando tudo. Ethan apontou o controle para a tela, apertou outro botão com o dedinho e viu uma luz piscar. Ele guardou o controle no colo por um segundo, tocou a caixa vazia no chão e depois pegou o controle de novo. A brisa soprou mais uma vez, trazendo o cheiro úmido que Ethan sentia no nariz. Ele repetiu o gesto de apertar o botão grande, vendo as cores mudarem na tela. Alex ficou sentado perto, olhando com calma. Ethan moveu o controle para a esquerda e para a direita, sentindo como os botões eram macios. Ele ajustou a posição do controle na mão, apertando devagar para não apertar errado. A luz colorida da tela refletia no tapete, e Ethan tocou o tapete com a mão livre, sentindo a textura macia junto com o cheirinho do mar que entrava. Ele ficou ali, explorando o controle e a tela, repetindo o apertar de botões três vezes seguidas, cada vez com mais cuidado. O videogame novo deixava a tarde mais divertida, e Ethan continuou sentado no tapete, sentindo o ar úmido e a brisa leve enquanto mexia no controle com atenção.
Capítulo 2: O Desejo de Dividir
Ethan olhou para Alex e sorriu, segurando o controle com as duas mãos no colo. Ele estendeu o controle na direção do pai, devagar, quase chegando perto do braço dele. “Você joga também”, Ethan disse baixinho, com a voz clara e curta. A vontade de participar junto cresceu dentro dele, e ele pensou em como fazer tudo direito para dividir a brincadeira. Ethan queria que fosse justo, sem um ficar mais tempo que o outro. Ele sentiu o cheiro úmido do ar outra vez, como um abraço que envolvia a sala toda, e viu o sorriso do pai Alex bem perto.
Ethan mudou de lugar no tapete, arrastando o corpo um pouquinho para sentar mais perto de Alex. Ele entregou o controle, depois pegou de volta para mostrar o botão grande que acende a tela. Depois entregou de novo, repetindo o movimento de estender a mão com o controle. A brisa leve entrou pela janela, trazendo mais maresia e fazendo as cortinas balançarem devagar. Ethan riu baixinho e ajustou o controle na mão de Alex, apontando para a tela colorida. Ele queria dividir o videogame, sentindo que era a coisa certa a fazer. Ethan tocou o braço de Alex de leve, chamando atenção para o jogo que brilhava na televisão. O ar denso e úmido tocava a pele dele, mas a sensação era boa e quente.
Ethan repetiu o gesto de oferecer o controle pela terceira vez, agora com mais entusiasmo. Ele apertou um botão no controle antes de entregar, mostrando como a luz mudava na tela. Depois sentou mais reto, observando Alex segurar o controle. A vontade de compartilhar ficou maior, e Ethan pensou em deixar o pai jogar primeiro para tudo ficar justo. Ele pegou a caixa colorida no chão, empurrou um pouquinho para o canto e voltou para perto do pai. A brisa soprou de novo, trazendo o cheirinho de mar que Ethan sentiu no rosto. Ele apontou para a tela e disse “Olha só”, com duas palavras só, chamando Alex para ver junto. Ethan moveu o corpo no tapete, arrumando a posição para ficar lado a lado com o pai. Ele guardou o controle no colo de Alex por um momento, depois pegou de volta só para ajustar um botão e entregar de novo. A tela continuava com cores que mudavam devagar, e Ethan sorriu vendo o pai mexer no controle. Ele repetiu o movimento de estender a mão, sentindo que dividir deixava a brincadeira melhor. O ar úmido e a brisa leve faziam a sala parecer segura e calma, enquanto Ethan continuava ali, oferecendo o controle e olhando para o pai com um gesto simples de carinho. Ele tocou a caixa de novo, empurrando ela um centímetro, e voltou para o tapete, repetindo o gesto de dividir o videogame com cuidado para que os dois pudessem brincar.
Capítulo 3: Quem Começa Primeiro
Ethan ficou quietinho no tapete por um segundo inteiro, segurando o controle com as duas mãos bem firmes no colo. O ar da sala estava macio e úmido, entrando devagar pela janela aberta, e a brisa leve trouxe mais um cheirinho de maresia que misturou com o cheiro do tapete. Ele olhou para a tela do videogame que ainda brilhava com luzes coloridas, depois virou o rosto para Alex, que estava sentado do seu lado. Sem pressa, Ethan apertou o controle contra o peito, sentindo o plástico frio nos dedos. Ele queria brincar, mas também queria que fosse direito. Ficou mais um pouquinho quieto, respirando o ar denso que parecia abraçar tudo. Então moveu as pernas um pouco para ficar mais confortável e decidiu. Falou baixo, mas com a voz firme: “Pai primeiro”. As palavras saíram claras, como se ele tivesse pensado bem. Estendeu os braços devagar, quase sem soltar o controle de uma vez, até que Alex pegasse com a mão. O pai Alex recebeu o controle e sorriu. Ethan mudou de lugar no tapete, arrastando o corpo para ficar bem pertinho do lado dele, sentindo o calor do braço do pai perto do seu. Agora via melhor a tela. Os desenhos coloridos se mexiam devagar, como carinhas correndo. Ethan observou cada movimento que Alex fazia, os dedões apertando os botões de cima e de baixo. Ele repetiu o gesto no ar, levantando as mãos vazias e apertando o polegar como se ainda tivesse o controle. Um, dois, três apertões no ar, cada vez mais devagar, para praticar. A brisa entrou de novo, balançando a cortina fina da janela. Ethan sentiu o cheirinho do mar no rosto e sorriu de leve. Ele olhou para Alex de novo e repetiu o gesto, apertando o ar mais uma vez, agora com o dedão esquerdo. “Assim”, murmurou baixinho, só para ele. O pai Alex apertou um botão grande e o jogo fez um barulhinho de pulo. Ethan repetiu o gesto no ar, copiando exatamente o movimento do polegar. Mudou um pouquinho a posição da mão, tentando fazer igual. A sensação do plástico ainda estava na palma, mesmo sem o controle. Ele se mexeu no tapete, encostando o joelho no chão mais macio e voltando a olhar a tela. Alex apertou outro botão e os desenhos subiram. Ethan repetiu o gesto três vezes seguidas, cada vez com mais cuidado, como se treinasse para quando chegasse a sua vez. O ar úmido tocava a pele dele, fazendo um friozinho gostoso nas bochechas. Ethan passou a mão livre no tapete, sentindo a textura macia, depois voltou a apertar o ar bem devagar. Ele queria que tudo fosse justo, por isso tinha dado primeiro para o pai Alex. Ficou ali, quietinho de novo, só observando e repetindo o gesto no ar com as duas mãos agora, uma em cima da outra, como se o controle invisível estivesse ali. A brisa trouxe mais um cheirinho leve de maresia e Ethan respirou fundo, sentindo o peito subir. Ele se ajeitou mais perto ainda, quase encostando o ombro no braço do pai, e repetiu o gesto mais uma vez, apertando o ar com força calma, treinando para a vez dele chegar logo.
Capítulo 4: A Vez do Jogo Junto
Alex jogou mais um pouquinho, apertando os botões devagar para Ethan ver tudo. Depois de alguns movimentos na tela, ele parou e estendeu o controle de volta. Ethan pegou com as duas mãos, sentindo o plástico voltar para as palmas quentinhas. Ele repetiu o gesto de segurar firme, como tinha feito antes, e começou a apertar os botões com mais força, os dedões subindo e descendo depressa. “Hehe”, soltou uma risadinha curta e alegre, olhando para o lado onde Alex estava sentado. A surpresa de brincar junto deixou o peito dele quentinho. Ethan apertou um botão grande e os desenhos na tela pularam coloridos. Ele repetiu o gesto com mais força, agora virando um pouco o rosto para ver o sorriso do pai Alex. A brisa leve entrou pela janela aberta, trazendo outro cheirinho de maresia que misturou com o ar úmido da sala. Ethan se mexeu no tapete, arrastando as pernas para ficar mais confortável e apertou os botões de novo, três vezes seguidas, cada vez com um pouquinho mais de risada. Ele olhou para Alex, depois para a tela, depois para Alex de novo, como se quisesse compartilhar cada pulinho colorido. O controle parecia mais leve nas mãos agora. Ethan apertou um botão de cima e o jogo fez um som de corrida. Ele repetiu o gesto com força extra, rindo mais alto, e se inclinou um pouco para o lado, quase encostando o ombro no pai. A surpresa de ter Alex ali do lado deixava tudo mais divertido. Ele mudou a mão de posição, segurando o controle só com uma mão por um segundo para apontar para a tela, depois voltou a segurar com as duas. A brisa soprou mais uma vez, balançando a cortina e trazendo o cheirinho do mar direto para o rosto dele. Ethan apertou os botões com mais energia, os dedões subindo e descendo enquanto olhava para Alex e soltava outra risadinha. “Olha”, disse baixinho, só uma palavra curta. O pai Alex apontou para a tela e Ethan repetiu o gesto no ar com uma mão, depois voltou a apertar o controle de verdade. Ele se ajeitou mais perto ainda, sentindo o calor do braço do pai e apertando os botões com força suave, repetindo o movimento que Alex tinha feito antes. A tela mostrou luzes brilhando e Ethan riu de novo, virando o rosto para ver se Alex estava vendo também. A surpresa de brincar junto ficou maior a cada apertão. Ele guardou o controle com as duas mãos por um instante, sentindo o plástico, depois soltou um suspiro contente e apertou mais botões, olhando sempre para o pai ao lado. A brisa trouxe mais maresia e Ethan respirou o ar denso, sentindo o corpo leve no tapete. Ele repetiu o gesto de apertar com força, agora mais rápido, rindo baixo e virando o controle um pouquinho para mostrar para Alex. A diversão de dividir a vez deixava tudo gostoso e calmo.
Capítulo 5: Guardando com Carinho
Ethan apertou o botão grande do controle uma última vez e a tela do videogame piscou devagar até ficar preta. O barulhinho de desligar ecoou baixinho na sala. Ele respirou fundo, sentindo o ar úmido que entrava pela janela aberta, e falou para o pai Alex com a vozinha calma: “Agora guarda”.
Segurou o controle com as duas mãos, como tinha feito o dia todo, e caminhou devagar até a caixa colorida que ainda estava aberta no tapete. A brisa leve trouxe mais cheiro de maresia, misturado com o cheiro do plástico do jogo. Ethan abaixou os joelhos, colocou o controle dentro com cuidado, ao lado do fio enrolado, e fechou a tampa devagar. Empurrou a caixa com as duas mãos até o cantinho da sala, ouvindo o som macio dela deslizando no tapete. A caixa parou encostada na parede, bem arrumada, como se estivesse esperando a próxima vez de brincar juntos.
Ele ficou de pé, as pernas formigando um pouquinho depois de tanto tempo sentado. O ar denso da tarde envolvia tudo, quente e gostoso. Ethan virou o rosto para o pai Alex, que ainda estava no tapete, e deu dois passinhos rápidos até ele. “Abraço forte”, disse, abrindo os bracinhos bem abertos.
Alex se inclinou e Ethan colou o corpo no dele, os braços fininhos apertando o pescoço do pai com força. O calor da camisa de Alex passou direto para a pele dele, quentinho e seguro. Ethan fechou os olhos um segundo, sentindo a brisa tocar nas costas enquanto o cheiro do mar entrava mais forte pela janela. Ficou ali, quietinho, só ouvindo a respiração calma do pai e o barulhinho leve da brisa nas cortinas. Dentro do peito parecia cheio de uma coisa boa, como quando dividia as vezes no jogo e cada um esperava sua hora sem pressa.
Ele soltou um braço só para apontar a caixa no canto e falou baixinho: “Guarda direitinho pra nós dois”. Depois voltou o braço e apertou mais um pouquinho o abraço, sentindo o coração do pai bater devagar contra o seu. O ar úmido parecia um cobertor macio ao redor deles. Ethan balançou o corpo de leve, repetindo o gesto de apertar que tinha feito tantas vezes com o controle, só que agora era o pai que ele abraçava.
Ficaram assim mais um tempinho, sem precisar falar nada. A luz da tarde entrava fraca pela janela, as nuvens finas lá fora quase paradas. Ethan sentiu o calor subir até o rosto e sorriu contra o ombro do pai Alex. Quando soltou o abraço devagar, deu um passinho para trás, olhou a caixa guardada no canto e depois olhou de novo para o pai. Esticou a mão, tocou de leve na mão dele e disse só: “Juntos”.
Depois caminhou até a janela, encostou as mãozinhas no parapeito e sentiu a brisa de cinco quilômetros por hora passar entre os dedos. O cheiro de maresia ficou mais forte, misturado com o cheiro do tapete e do videogame guardado. Ele ficou ali um instante, olhando as nuvens, o corpo ainda quentinho do abraço, satisfeito de ter brincado e guardado tudo certo, cada coisa no seu lugar.