Em uma tarde fresca em Balneário Camboriú, o céu estava coberto por nuvens espessas. O vento soprava devagar, trazendo um cheiro de terra molhada para dentro da casa. Lá fora fazia dezoito graus, e tudo parecia calmo e macio.
Ethan sentou no tapete da sala com o pai Alex. Ele vestia uma jaquetinha leve e já sorria, olhando para o chão como se ali fosse areia e mar. O momento parecia perfeito para uma brincadeira carinhosa antes de dormir.
Capítulo 1: Começando a Cavar
Em uma tarde fresca em Balneário Camboriú, o céu estava coberto por nuvens espessas. O vento soprava devagar pela janela, trazendo um cheiro de terra molhada para dentro da casa. Fazia dezoito graus e Ethan vestia sua jaquetinha leve, que o protegia do friozinho suave. Ele estava sentado no tapete marrom da sala, ao lado de Alex. O tecido do tapete parecia macio e plano, como uma grande extensão de areia. Ethan olhou para baixo por um bom tempo, os dedinhos quietos no colo. Ele imaginou que aquele tapete era a praia de verdade, com ondas chegando devagar.
Ethan mexeu um pouco o corpo, ajustando a jaquetinha no ombro. Depois ele ergueu o rosto e olhou para Alex. Com voz clara e animada ele disse: "Vamos à praia, pai!" Alex sorriu e ficou observando. Ethan se ajoelhou devagar no meio do tapete. Ele apoiou as duas mãos abertas sobre o tecido e começou a cavar. Os dedos se abriram bem, movendo o tecido como se fosse areia solta. Ele sentiu a maciez embaixo das palmas, quente e confortável. O gesto saiu uma vez, as mãos subindo e descendo com cuidado. Ethan parou um segundo, olhou para as próprias mãos e sorriu. Ele ajustou a posição dos joelhos, sentando melhor no chão. O vento da janela balançou as cortinas e trouxe mais um pouco do cheiro de terra molhada. Ethan repetiu o gesto de cavar, agora um pouco mais devagar, sentindo o tecido ceder sob os dedos. Ele balançou o tronco para a frente e para trás, gostando da sensação no corpo.
Alex ficou perto, quieto, e Ethan se virou para mostrar as mãos abertas. "Olha a areia", ele disse com voz baixa. Depois Ethan tocou a jaquetinha, puxando o zíper um pouquinho para baixo, e voltou a olhar o tapete. Ele colocou as mãos de novo no mesmo lugar e cavou mais uma vez, repetindo o movimento com as palmas abertas. O tecido fazia um barulhinho suave quando os dedos passavam. Ethan riu baixinho, mudou um joelho de lugar e cavou outra vez, sentindo a maciez crescer sob os dedos. Ele parou, olhou para o buraco imaginário e bateu palminhas uma vez no tapete. O cheiro de terra molhada ficou mais forte por um momento e Ethan respirou fundo, ainda ajoelhado. Ele ajustou a jaquetinha de novo, ajeitando a manga, e colocou as mãos abertas uma vez mais. O gesto saiu repetido, devagar, enquanto ele sentia cada parte do tecido com os dedos. Ethan olhou para Alex, sorriu e disse: "Areia boa." Ele se inclinou um pouco para o lado, mudou o apoio dos joelhos e cavou novamente, repetindo o movimento aberto. O tapete cedeu sob as mãos, macio e quente. Ethan ficou ali, quieto, sentindo o vento suave entrar pela janela e o cheiro de terra molhada misturado com a brincadeira. Ele tocou o tapete com uma mão só, depois com as duas, repetindo o gesto de cavar uma última vez no capítulo, devagar, para sentir bem a textura. Alex observava tudo perto dele, e Ethan se sentiu contente de compartilhar o momento no tapete.
Capítulo 2: Três Vezes na Areia
Ethan continuou ajoelhado no tapete, olhando o lugar que já tinha cavado. Ele respirou fundo, sentiu o cheiro de terra molhada vindo da janela e decidiu repetir o gesto de cavar. Colocou as duas mãos abertas de novo e começou. A primeira vez saiu bem, os dedos abrindo o tecido como areia. Ele parou um pouco, olhou para as mãos e repetiu o gesto pela segunda vez, agora um pouco mais fundo. O tecido cedeu de novo, macio sob as palmas. Ethan balançou o corpo para a frente, ajustou os joelhos e repetiu o gesto pela terceira vez. No meio dessa terceira tentativa ele parou. Sentiu que o buraco imaginário ainda não estava fundo o bastante. O tecido parecia liso demais e ele franziu a testa por um segundo.
Em vez de desistir, Ethan mudou o jeito de abrir as mãos. Ele virou as palmas um pouco mais para os lados e tentou de novo, cavando com os dedos mais afastados. O movimento saiu diferente, o tecido formando uma pequena dobra que parecia mais fundo. Ele repetiu o gesto uma vez, depois outra, ajustando a pressão dos dedos. O cheiro de terra molhada entrou mais forte pela janela e Ethan respirou devagar, concentrado. Ele mudou de novo, agora abrindo as mãos bem abertas e puxando o tecido para cima levemente. A cova imaginária ficou mais parecida com o que ele queria. Ethan sorriu, ajustou a jaquetinha no peito e cavou mais uma vez, repetindo o gesto com a nova posição. O tecido cedeu melhor e ele sentiu a maciez crescer sob os dedos.
Ele parou, olhou para o buraco que tinha feito e bateu levemente com uma mão. Depois voltou a cavar, mudando só um pouquinho a inclinação dos dedos. O gesto repetiu mais duas vezes, cada uma um pouco diferente da anterior. Ethan se mexeu no lugar, mudou o apoio do joelho esquerdo e cavou de novo, sentindo que agora estava certo. O vento soprou devagar, balançando as cortinas, e Ethan olhou para Alex com um sorrisinho. Ele mostrou o lugar no tapete com a mão aberta e disse: "Agora está bom." Depois ele cavou mais uma vez, só para confirmar, repetindo o gesto com as mãos bem abertas e os dedos firmes. O tecido ficou com uma pequena marca que parecia uma cova de verdade. Ethan ajustou a jaquetinha de novo, puxando a manga, e tocou o buraco com as pontas dos dedos. Ele repetiu o movimento duas vezes mais, devagar, sentindo cada vez a maciez do tapete. O cheiro de terra molhada ficou no ar e Ethan ficou ali quieto, satisfeito com o resultado. Ele olhou para Alex, sorriu de novo e guardou as mãos no colo por um momento, pronto para a próxima parte da brincadeira. O tapete agora parecia mesmo uma praia dentro de casa, com o vento suave e o friozinho de dezoito graus lá fora.
Capítulo 3: Ondas com as Mãos
Ethan ainda estava de joelhos no tapete da sala, sentindo a maciez do tecido sob os dedos depois de cavar. O cheiro de terra molhada entrava devagar pela janela e o vento fresco tocava sua jaquetinha leve. Ele respirou fundo, olhou ao redor e viu o pai Alex sentado ao lado, observando com carinho. Ethan virou o rostinho loiro para o lado e disse com voz clara: "Vem, pai, faz onda comigo".
Alex se aproximou mais no tapete e sorriu. Ethan levantou as duas mãos abertas e começou a movê-las devagar para cima e para baixo, como se o mar de verdade estivesse ali dentro de casa. O pai Alex fez o mesmo, subindo e descendo as mãos no mesmo ritmo. As mãos deles subiam juntas, desciam juntas, subiam de novo. Ethan repetiu o gesto várias vezes, sentindo o ar passar entre os dedos. Ele mudou um pouquinho: abriu mais as mãos na primeira vez, depois juntou os dedos na segunda, depois balançou os braços um pouco mais alto na terceira.
O vento suave da janela balançava as cortinas brancas, fazendo elas se moverem devagar como se dançassem junto com as ondas invisíveis. Ethan olhou para as cortinas e riu baixinho. Ele moveu as mãos mais uma vez, sentindo o friozinho dos dezoito graus no rosto, mas continuou porque queria que as ondas ficassem boas. O tapete parecia areia de verdade sob seus joelhos. Ele ajustou a posição do corpo, sentou um pouco mais reto e repetiu o movimento de cima e baixo, olhando para o pai Alex para ver se estava fazendo certo.
Alex moveu as mãos no mesmo compasso. Ethan repetiu o gesto três vezes seguidas, parando só para respirar e depois começando de novo. Na quarta vez ele fez as ondas maiores, levantando os braços até quase tocar o ar acima da cabeça, depois baixando devagar até quase encostar no tapete. O cheiro de terra molhada ficou mais forte quando o vento soprou mais uma vez. Ethan sentiu o coração quentinho por estar fazendo aquilo com o pai. Ele olhou para as mãos do pai Alex e copiou o jeito como os dedos se abriam e fechavam.
Eles continuaram assim por um tempo, subindo e descendo as mãos sem parar. Ethan mudou o ritmo devagar: primeiro lento, depois um pouco mais rápido, depois lento de novo. O vento balançava as cortinas toda vez que as ondas passavam. Ethan riu quando uma cortina se mexeu mais forte, como se uma onda grande tivesse chegado. Ele não parou. Continuou movendo as mãos, convidando o pai com o olhar e com o gesto repetido. O tapete parecia molhado de tanta imaginação. Ethan ajustou a jaquetinha com uma mão só, sem parar de fazer ondas com a outra, e voltou ao movimento. O pai Alex acompanhou todas as vezes. Ethan repetiu o sobe e desce até sentir que as ondas estavam bem vivas no ar da sala. O vento continuou soprando suave, trazendo mais cheiro de terra molhada para dentro da brincadeira.
Capítulo 4: A História dos Peixinhos
Ethan parou de mover as mãos por um instante e ficou olhando o espaço onde as ondas invisíveis ainda pareciam dançar. Ele apontou com o dedinho para o meio do tapete e disse: "Olha, pai, um peixinho azul nada entre as ondas que a gente fez". O pai Alex olhou para onde Ethan apontava e concordou com a cabeça. Ethan sorriu, sentindo que a história estava começando ali mesmo. Ele moveu as mãos de novo, devagar, fazendo uma onda pequena só para o peixinho passar. Depois olhou para o pai Alex e pediu com voz clara: "Imagina outro peixe colorido, pai".
Alex fechou os olhos um segundo e disse que via um peixe amarelo com listras vermelhas nadando junto. Ethan repetiu o movimento das ondas para que os dois peixinhos pudessem brincar juntos. Ele balançou as mãos para cima e para baixo mais duas vezes, devagar, imaginando as cores brilhando no tapete. O vento da janela ainda soprava e as cortinas se mexiam como se ajudassem a história. Ethan sentiu o cheiro de terra molhada outra vez e respirou fundo, contente. Ele repetiu o gesto de fazer onda uma vez mais, agora com os dois peixinhos nadando na cabeça dele.
Depois de um tempo, Ethan olhou para o canto da sala e viu o brinquedo de madeira que estava ali desde mais cedo. Ele se levantou devagar, caminhou até o canto com passos pequenos e pegou o brinquedo com as duas mãos. Segurou firme, como se fosse um tesouro que tinha acabado de encontrar na praia imaginária. O brinquedo era liso e cabia direitinho na palma. Ethan virou para o pai Alex, mostrou o brinquedo e disse: "Olha o tesouro, pai". Depois guardou o brinquedo contra o peito, sentindo o peso leve dele.
Ele caminhou de volta até onde o pai Alex estava, ainda segurando o brinquedo como algo importante. Estendeu a mão livre e segurou a mão do pai. Os dedos pequenos de Ethan se encaixaram nos dedos maiores de Alex. Juntos eles deram passos calmos pela sala, passando pelo tapete onde as ondas ainda pareciam ficar. O vento soprou mais uma vez, balançando as cortinas e trazendo o cheiro fresco de terra molhada. Ethan olhou para a janela, depois para o brinquedo que carregava e sorriu.
Eles seguiram andando até o corredor que levava ao quarto. Ethan apertou a mão do pai com carinho, sentindo o calor. O brinquedo de madeira batia levemente na perna dele a cada passo, como se marcasse o ritmo da caminhada. No quarto a luz estava mais suave. Ethan parou na porta, olhou para o pai Alex e disse baixinho: "Os peixinhos vão dormir também". Ele entrou devagar, ainda segurando a mão do pai, e colocou o brinquedo na mesinha ao lado da cama como se fosse guardar o tesouro da praia. Depois subiu na cama, sentindo o lençol macio. O pai Alex ficou perto. Ethan fechou os olhos por um segundo, imaginando as ondas, o peixinho azul, o peixe colorido e o cheiro de terra molhada entrando pela janela. A jaquetinha leve ainda estava nele, protegendo do friozinho. Ele respirou fundo, sentindo tudo calmo e alegre, pronto para dormir com a cabeça cheia de cores e movimentos que tinham feito juntos.