Na tarde amena de Balneário Camboriú, a garoa fininha caía lá fora e o vento moderado balançava as folhas devagar. O ar úmido deixava a pele fresquinha, e a luz suave entrava pela janela, criando um momento calmo e gostoso.
Ethan se acomodou perto de Alex. Era hora de saborear o suco e deixar o coração se abrir com carinho.
Capítulo 1: O Copo Cheio na Mesa
Ethan puxou a cadeira de madeira e subiu devagar até ficar sentado na mesa da cozinha. Seus pés balançavam no ar. Ele esticou os dois bracinhos e pegou o copo de suco de laranja com as duas mãos bem firmes. O copo estava frio e um pouco molhado por fora por causa do ar úmido. Ethan inclinou o copo devagar e deu a primeira golada. O suco era doce, geladinho, descendo pela garganta e deixando um gosto bom na língua. Ele parou um segundo, sentiu o líquido fresco dentro da barriga e balançou os pés para frente e para trás.
A garoa fininha batia no vidro da janela fazendo plim plim plim bem leve. O vento moderado entrava pela fresta e refrescava o rosto de Ethan. Ele olhou para Alex sentado do outro lado da mesa e deu um sorrisinho pequeno. Depois voltou a beber mais um pouco. O segundo gole foi maior. O suco ainda estava doce, mas agora misturado com o gosto da boca. Ethan sentiu a pele dos braços com uma sensação fresquinha e gostosa. Ele colocou o copo na mesa por um instante, passou a mão na barriga e depois pegou o copo de novo com as duas mãos.
Ethan tomou o terceiro gole, mais devagar. O líquido tocou os lábios e desceu, deixando a língua com gosto de laranja. A luz suave que entrava pela janela fazia o suco brilhar um pouco. Ele balançou o copo devagar de um lado para o outro, ouvindo o barulhinho do líquido dentro. Plim plim da chuva continuava lá fora. Ethan olhou de novo para Alex, sorriu mais um pouquinho e tomou mais um gole. Dessa vez o copo estava um pouco mais leve nas mãos. Ele sentiu o vento mexer os cabelos e a pele do rosto ficar fresquinha.
Ethan ajeitou o corpo na cadeira, cruzou os pés embaixo da mesa e segurou o copo outra vez. O quarto gole foi pequeno, só para sentir o gosto mais uma vez. O suco não estava tão gelado agora, mas continuava doce e bom. Ele passou a língua nos lábios, sentindo o açúcar que ficou ali. A chuva fazia o mesmo som suave no vidro, como se marcasse o tempo dos goles. Ethan olhou para o copo, viu o nível baixando e sorriu sozinho. Depois tomou mais um gole, sentindo o líquido descer e deixar a barriga quentinha por dentro.
Ele colocou o copo na mesa com cuidado, tocou a borda com o dedo e depois pegou de novo. O quinto gole foi bem calmo. Ethan sentiu o peso do copo mudando nas mãos enquanto bebia. O ar úmido deixava tudo mais fresco. Ele balançou os pés mais rápido por um segundo, depois parou e tomou mais um pouquinho. A luz suave iluminava a mesa e fazia o suco parecer ainda mais laranja. Ethan olhou para Alex, deu outro sorrisinho e terminou o gole sentindo a paz do momento. A chuva continuava plim plim no vidro, o vento entrava devagar e o copo ficava cada vez mais leve nas mãos dele.
Capítulo 2: A Vontade de Cantar
Quando o copo estava quase vazio, Ethan ergueu ele um pouco mais alto. A cor alaranjada do suco que sobrava brilhou contra a luz suave que entrava pela janela. Ele observou o líquido mexer devagar e sentiu o ar fresco no rosto. Ethan pensou em como gostava de ficar ali com Alex, tomando o suco na tarde calma. A vontade de mostrar isso cresceu dentro dele. Ele segurou o copo com as duas mãos, olhou para Alex sem parar e abriu a boca devagar. Em vez de falar normal, ele começou a fazer uma melodia com a palavra obrigado, cantando baixinho no começo.
Ethan cantou “o-bri-ga-do” na primeira nota, uma nota baixa e calma, como as músicas que ouvia. A voz saiu firme, sem timidez. Ele mudou o tom um pouquinho na segunda tentativa, mais alegre, enquanto o vento leve entrava pela janela e refrescava o rosto. O copo ficou firme nas mãos. A chuva ainda fazia plim plim no vidro, mas agora parecia combinar com a melodia que Ethan estava criando. Ele balançou os pés devagar, sentindo o corpo leve e a barriga quentinha do suco.
Ethan olhou para a cor do suco mais uma vez e cantou “o-bri-ga-do” de novo, dessa vez com uma nota um pouco mais alta. A voz saiu clara e confiante. Ele não parou, não baixou o olhar. O copo quase vazio balançou um pouco nas mãos, mas Ethan o segurou firme. A luz suave iluminava o rosto dele enquanto a melodia saía. Ethan sentiu o gosto doce ainda na língua e transformou isso em mais uma nota da música. Ele repetiu a palavra com outra variação de tom, como se estivesse brincando de fazer uma canção só para Alex.
Depois de cantar as notas, Ethan colocou o copo na mesa com cuidado. Ele tocou a borda com o dedo, sentiu o resto do suco frio e depois olhou para Alex de novo. A melodia tinha saído natural, sem pressa. Ethan balançou os pés mais uma vez, sentiu o ar úmido na pele e sorriu. O som da chuva continuava suave lá fora. Ele pensou em como a palavra obrigado podia virar música e ficou quietinho, sentindo a paz do momento. O copo quase vazio ficou na mesa, a luz suave entrava pela janela e Ethan respirou fundo, pronto para continuar a melodia quando quisesse.
Capítulo 3: A Primeira Melodia
Ethan continuou sentado na cadeira de madeira da cozinha, com os pezinhos balançando devagar no ar. Ele segurava o copo de suco de laranja com as duas mãozinhas bem abertas, sentindo o vidro frio e úmido por causa do ar úmido que entrava pela janela. O restinho de suco ainda brilhava na luz suave que caía sobre a mesa. Lá fora a garoa fininha fazia tique tique no vidro e o vento moderado balançava as folhas das árvores devagar. Ethan olhou para Alex, que estava sentado ao lado, e respirou fundo. Ele queria agradecer de um jeito que saísse bonito, como uma música.
Com a boca bem aberta, Ethan começou a entoar a palavra em uma nota suave e baixa: obrigado. A voz saiu bem calminha, só uma vez, como uma melodia pequena que ele inventou na hora. Depois ele sorriu, os cantinhos da boca subindo enquanto olhava para Alex. Ethan não sentiu timidez nenhuma, porque sabia que podia tentar. O copo ficou firme nas mãos dele, sem tremer nem um pouquinho. Ele ajustou o dedo no vidro, passando devagar para sentir a textura fria. O vento entrou mais forte pela janela e tocou seu rosto, deixando a pele fresquinha e boa. Ethan balançou os pezinhos mais rápido, sentindo a cadeira firme embaixo do corpo.
Ele mudou o jeito de segurar o copo, apertando um pouco mais com as mãozinhas para deixar bem seguro. A cor alaranjada do suco que sobrava pareceu mais bonita na luz que entrava. Ethan respirou outra vez e decidiu cantar mais alto, com a voz alegre e forte: obrigado. Essa segunda vez a melodia saiu feliz, como as músicas que ele ouvia no violão. O som encheu o ar da cozinha por um momento. O vento trouxe cheiro de folhas molhadas e Ethan sentiu o ar úmido no pescoço, refrescando tudo. Ele sorriu de novo para Alex, o rosto iluminado pela luz suave. O copo não saiu das mãos, sempre firme e seguro. Ethan moveu a cabeça devagar, acompanhando o ritmo que inventou.
Os pezinhos continuaram balançando, um de cada vez. Ethan tocou a borda do copo com o dedo, sentindo o líquido quase no fim. Ele ajustou a posição na cadeira, sentindo as costas encostarem na madeira. O som da garoa lá fora misturou com sua voz na cabeça e ele gostou. Ethan cantou a palavra mais uma vez só para ele, baixinho, testando como a nota soava na garganta. A voz saiu clara, sem medo. Ele endireitou os ombros, sentindo a autoconfiança crescer enquanto o vento refrescava seu rosto de novo. O copo ficou estável nas mãos, mesmo quando ele inclinou um pouquinho para ver a luz passar pelo vidro. Ethan riu baixinho, um risadinha pequena e contente. Ele olhou o suco restante, ainda segurando firme, e sentiu que podia continuar a música sem parar. O dia estava calmo, a cozinha cheirava doce e a garoa continuava seu tique tique suave na janela. Ethan balançou o copo devagar, só um pouco, sem derramar nada, e sorriu mais uma vez para Alex, pronto para fazer a melodia completa agora.
Capítulo 4: Três Obrigados e o Copo na Pia
Com a voz firme e sem hesitar, Ethan cantou obrigado três vezes seguidas. A primeira nota saiu baixa, bem no fundo da garganta, como um som calmo e redondo. Ele parou um segundo, ajustou as mãozinhas no copo e começou a segunda nota, média, mais clara e direita. A terceira nota veio alta, subindo alegre como um pássaro. Cada obrigado saiu diferente, formando uma musiquinha só dele, e Ethan sorriu depois de terminar, os olhos brilhando de contentamento. O copo de suco estava vazio agora, mas ele ainda o segurava firme com as duas mãos, sentindo o vidro gelado contra a pele.
Ethan levantou devagar da cadeira, os pezinhos tocando o chão primeiro. Ele deu dois passinhos pequenos até chegar perto de Alex, carregando o copo com cuidado para não deixar cair. O vento leve entrou pela janela mais uma vez e refrescou seu rosto, que estava quentinho de cantar. Ethan colocou o copo vazio dentro da pia, ouvindo o barulhinho suave quando o vidro encostou no fundo. Depois ele deu os dois passinhos de volta e encostou a cabeça no braço de Alex, sentindo o tecido da camisa macio contra a bochecha. O corpo inteiro relaxou, os pezinhos pararam de balançar e ele ficou quietinho, respirando devagar.
A garoa fininha continuava lá fora, fazendo tique tique no vidro enquanto o vento moderado balançava as folhas. Ethan sentiu o ar úmido na pele e isso deixou tudo ainda mais calmo. Ele fechou os olhos por um momento, ouvindo só o som da chuva e o coração batendo devagar. O copo já estava guardado, o suco todo tomado, e ele tinha cantado as três notas com a voz firme. Ethan moveu a mãozinha devagar e segurou de leve a manga da camisa de Alex, sentindo o carinho do toque. Ele abriu os olhos de novo e olhou para a janela, vendo a luz suave entrar e iluminar a mesa onde tinha sentado. Os pezinhos voltaram a balançar um pouquinho, mas agora devagar, de cansaço bom.
Ethan sentiu uma paz quieta crescer no peito, como um abraço que não precisava de palavras. Ele tinha agradecido três vezes, cada nota diferente, e o copo estava na pia como devia. O vento trouxe mais frescor e ele encostou a cabeça mais um pouco no braço de Alex, sentindo o calor do corpo ali perto. A cozinha cheirava a laranja e a chuva, tudo misturado de um jeito gostoso. Ethan respirou fundo, o ar úmido enchendo o nariz, e soltou o ar devagar. Ele sorriu de novo, mesmo sem olhar, porque sabia que Alex estava ali. Os passinhos tinham sido pequenos, mas ele tinha chegado até o braço sem pressa. A garoa lá fora parecia fazer parte da música que ele tinha feito, o tique tique misturando com o silêncio calmo da cozinha. Ethan ficou mais um tempinho assim, a cabeça no braço, sentindo a gratidão preencher tudo devagar enquanto o dia seguia ameno e encoberto.