No ar frio e úmido de Balneário Camboriú, o céu estava todo coberto de nuvens. O vento leve balançava as folhas e Ethan segurava a mão do pai Alex. Os dois vestiam casacos quentinhos enquanto caminhavam até o mercado Koch.
Ethan sentia uma curiosidade alegre no peito, pronto para ver as coisas bonitas que encontrariam lá dentro.
Capítulo 1: Entrando no Mercado
Ethan e o pai Alex passaram pelas portas do mercado Koch. O vento leve que balançava as folhas lá fora ficou para trás, e o ar dentro ficou mais calmo, sem o frio úmido batendo no rosto. Ethan sentiu o casaco quentinho apertado no corpo e apertou a mão do pai Alex com firmeza, dando os primeiros passos devagar. O chão liso do mercado fazia os pés dele deslizarem com facilidade. O pai Alex soltou a mão por um instante só para pegar uma cesta vazia que estava empilhada ao lado da entrada. Ele curvou um pouco o corpo, pegou a cesta com as duas mãos e depois voltou a segurar a mão de Ethan com cuidado. Ethan ficou olhando a cesta balançar um pouco e depois viu o pai Alex escolher um pacote de suco de laranja na prateleira baixa. O pacote era grande, com desenho de laranja, e o pai Alex o colocou dentro da cesta com um barulhinho suave. Ethan olhou o item com atenção, os olhos brilhando de curiosidade. Ele balançou a mão que estava unida à do pai Alex para cima e para baixo com energia, sentindo o tecido do casaco se mexer. Então repetiu obrigado três vezes seguidas, com a voz clara e repetindo cada palavra devagar: "Obrigado." "Obrigado." "Obrigado." O cheiro fresco das frutas começou a encher o corredor logo ali na frente, misturado com um pouco de umidade do ar frio que ainda ficava nas roupas. Ethan respirou fundo, gostando do aroma que lembrava laranjas espremidas. Eles começaram a andar pelo corredor, as rodas da cesta fazendo um som baixo "trr-trr" no chão. Ethan moveu as pernas com vontade, querendo ver tudo, mas manteve a mão do pai Alex bem segura sem soltar, perseverando ao lado dele mesmo sentindo o corpo cheio de energia. O pai Alex empurrou a cesta devagar e disse baixo: "Vamos andando." Ethan olhou para os lados, viu caixas coloridas nas prateleiras e sentiu o cheiro ficar mais forte perto das frutas. Ele ajustou o casaco com a mão livre por um segundo e depois voltou a balançar a mão unida, repetindo em voz baixa "Obrigado" mais uma vez para mostrar que estava grato pelo suco já dentro da cesta. O corredor parecia longo, com luzes suaves no teto. Ethan sentia o ar um pouco mais seco agora, o casaco protegendo do frio que ficara fora. Ele pensou no suco em casa, mas não parou de andar no ritmo do pai Alex. A mão do pai Alex apertou a dele com carinho, e Ethan sorriu, sentindo o calor dos dedos. Eles passaram por uma pilha de laranjas soltas e o cheiro ficou ainda mais fresco. Ethan olhou para cima, viu as prateleiras altas e continuou segurando a mão com força, mostrando que ia perseverar até o fim do passeio. O som dos carrinhos de outras pessoas ecoava longe, mas eles seguiam juntos. Ethan moveu o corpo com energia atlética, dando passinhos mais largos, mas sempre voltando para perto do pai Alex. O cheiro das frutas acompanhava cada passo, e ele repetiu "Obrigado" mais duas vezes baixinho, mudando o tom da voz na terceira vez, sentindo o coração quentinho de gratidão pelo item que já estava guardado.
Capítulo 2: Vendo as Coisas Bonitas
No corredor das frutas o cheiro ficou bem forte, misturando laranja com maçã e outras coisas frescas. Ethan parou um pouco, ainda segurando a mão do pai Alex, e apontou com o dedo livre para as maçãs vermelhas que brilhavam na prateleira baixa. Ele imaginou como seria bom morder uma delas em casa, sentindo o suco doce na boca depois do passeio frio. O pai Alex parou a cesta e escolheu algumas maçãs vermelhas com cuidado, colocando cada uma dentro devagar. Ethan pensou em uma brincadeira nova com as frutas, talvez rolar elas devagar na mesa da cozinha sem deixar cair, e sorriu só de imaginar. Ele balançou a mão unida outra vez e repetiu obrigado três vezes, agora com a voz mais suave e um sorrisinho sonhador enquanto olhava para o pai Alex: "Obrigado." "Obrigado." "Obrigado." O pai Alex colocou mais duas maçãs e empurrou a cesta um passo à frente. Ethan ficou olhando as maçãs na cesta, pensando em como ia usar elas depois, talvez contar quantas tinha e depois guardar na geladeira junto com o suco. Ele moveu o corpo com energia, dando um passinho para o lado sem soltar a mão, e ajustou o casaco de novo porque o ar ainda parecia um pouco úmido. O pai Alex olhou para ele e disse: "Boa escolha." Ethan repetiu em voz baixa "Obrigado" mais uma vez, variando o tom para mostrar que estava grato de verdade. O cheiro das frutas enchia tudo, e Ethan respirou fundo sentindo o casaco quentinho. Eles deram mais alguns passos pelo corredor, as rodas da cesta fazendo o som "trr-trr" de novo. Ethan olhou para as maçãs e imaginou a brincadeira nova outra vez, sorrindo sonhador enquanto apertava a mão do pai Alex com firmeza. O pai Alex parou perto de uma caixa de bananas e Ethan esperou paciente, sem puxar, perseverando ao lado dele. O sorrisinho continuou no rosto enquanto ele pensava em como as maçãs iam ficar boas em casa, talvez depois de brincar no chão da sala. Ethan moveu a mão livre para apontar outra fruta por um segundo, mas depois voltou a segurar o casaco, sentindo o tecido. O cheiro fresco ficou mais forte quando passaram por uma pilha de peras. Ethan repetiu obrigado três vezes de novo, mudando um pouquinho o volume da voz a cada palavra, e olhou para o pai Alex com o olhar sonhador. O pai Alex apertou a mão dele com carinho e eles continuaram andando devagar. Ethan sentiu as pernas cansadas de tanta energia mas continuou no ritmo, mostrando perseverança ao não soltar a mão nunca. O corredor parecia mais longo agora, com luzes suaves refletindo nas embalagens. Ethan pensou no suco e nas maçãs juntos em casa e sorriu de novo, sentindo gratidão encher o momento todo.
Capítulo 3: Repetindo o Obrigado
Eles seguiram andando pelo corredor seguinte do mercado Koch, onde o ar estava calmo e sem o vento úmido de fora. Ethan sentia o piso liso embaixo dos sapatos e a mão do pai Alex bem firme na sua, como se os dois estivessem conectados o tempo todo. O cheiro agora mudava, misturando o doce das frutas com algo quente e macio que vinha das prateleiras à frente. Ethan deu passos pequenos e rápidos, mas nunca soltou a mão. Ele balançou o braço levemente, sentindo o casaco quentinho apertar no ombro e na barriga quando se mexeu com mais energia.
O pai Alex parou em frente às prateleiras de pão. Ele escolheu um pão redondo, marrom por fora e macio por dentro, e colocou dentro da cesta com cuidado. A cesta fez um barulhinho baixo quando o pão caiu lá dentro. Ethan apertou mais forte os dedos na mão do pai Alex e se moveu um pouco para o lado, sentindo o tecido do casaco roçar na pele do pulso. As rodas da cesta rolaram devagar no chão, fazendo “rurrum, rurrum” a cada empurrão. Ethan olhou o pão novo, pensou em como ia ser bom morder ele em casa e abriu a boca para falar.
“Obrigado”, disse ele com a voz normal e clara, olhando para o pai Alex. Depois mudou o tom e repetiu: “Obrigado”, agora mais alto e animado, quase cantando a palavra. Por último ele falou de novo, baixinho e devagar: “Obrigado”, com a voz saindo suave como um segredinho feliz. Cada vez a palavra saiu diferente, mas sempre três vezes seguidas, como ele gostava de fazer. Ethan se mexeu de novo com energia, dando um passinho para trás e para frente, só para sentir o casaco balançar e ouvir o “rurrum” das rodas mais uma vez. Ele não correu, só moveu o corpo enquanto segurava a mão firme.
O pai Alex sorriu e empurrou a cesta um pouco mais para frente. Ethan continuou segurando a mão e sentiu o cheiro fresco do pão subir até o nariz. Ele imaginou em casa, sentado à mesa, com o pão cortado em fatias para o lanche da tarde. Pensou também em usar as maçãs que já estavam na cesta para fazer uma brincadeira de empilhar antes de comer. O corpo dele quis pular de alegria, mas ele só balançou o braço de leve, sentindo o casaco quentinho e o barulhinho constante das rodas. Ethan olhou para cima, viu as luzes do teto e as prateleiras altas, e apertou a mão do pai Alex de novo para mostrar que estava ali, junto.
Eles deram mais alguns passos. Ethan sentiu o chão mudar um pouquinho, mais frio perto de uma porta lateral, mas logo voltou para o corredor principal. Ele repetiu para si mesmo, baixinho: “Obrigado, obrigado, obrigado”, mudando o tom na cabeça como tinha feito em voz alta. O pão na cesta parecia chamar atenção, e Ethan esticou o pescoço para ver melhor sem soltar a mão. O pai Alex pegou uma embalagem pequena de queijo ralado de uma prateleira baixa e colocou na cesta também. Ethan observou tudo, sentindo a energia nas pernas mas ficando perto, segurando firme. O “rurrum” das rodas continuou enquanto caminhavam, misturado com o barulhinho suave do casaco quando Ethan se mexia devagar. Ele pensou em como ia ser gostoso chegar em casa com todas essas coisas novas, o suco de laranja gelado, as maçãs vermelhas e agora o pão fresco para dividir no lanche. Cada passo era pequeno e seguro, com a mão do pai Alex sempre ali.
Ethan parou um segundo para ajustar o casaco com a mão livre, sentindo o tecido macio e quente no pescoço. Depois voltou a andar, repetindo de novo as três palavras com tons diferentes: primeiro normal, depois alegre, depois baixinho. O mercado parecia maior agora, com mais gente passando devagar, mas ele só olhava o que estava na cesta e a mão que segurava. O cheiro do pão ficava mais forte quando a cesta balançava. Ethan sorriu para o pai Alex e deu mais um passinho de energia, sentindo tudo ao redor como uma coisa boa e segura.
Capítulo 4: Esperando na Fila
Chegaram perto do caixa e a fila estava um pouco longa, com várias pessoas na frente segurando suas próprias cestas. Ethan parou ao lado do pai Alex e ficou bem quietinho, apertando a mão com força mas sem puxar. O ar perto das janelas era mais frio, e o vento lá fora batia de leve no vidro, fazendo um barulhinho suave “fiu, fiu”. Ethan não se mexeu muito, só ficou em pé firme, olhando ao redor com olhos curiosos. Ele viu as revistas coloridas na prateleira ao lado, as luzes amarelas do teto e o balcão do caixa mais adiante. A fila não andava rápido, mas ele esperou com coragem, apertando a mão do pai Alex de vez em quando para lembrar que estava tudo bem.
Ethan pensou nas coisas que estavam na cesta: o suco de laranja ia ficar geladinho na geladeira para tomar depois, as maçãs vermelhas podiam virar uma brincadeira de rolar na mesa antes de comer, e o pão fresco ia servir para o lanche da tarde. Ele imaginou sentar na cozinha em casa, com o suco na xícara e o pão cortado em pedacinhos pequenos. O pensamento fez ele sorrir sem sair do lugar. A fila deu dois passos para frente e Ethan foi junto, devagar, sem soltar a mão. Ele olhou para a janela de novo e viu as folhas balançando levemente lá fora, o vento frio batendo no vidro e fazendo o barulhinho “fiu, fiu” de novo.
Ele ficou paciente, os pés parados no chão, o corpo quieto mesmo com vontade de andar mais. O casaco quentinho protegia do ar que entrava quando a porta do mercado abria. Ethan apertou a mão do pai Alex e olhou para o outro lado, vendo uma pessoa colocar coisas no balcão. Curioso, ele esticou o pescoço um pouco mas não saiu do lugar. Pensou de novo em casa: o suco ia ser doce e frio, o pão ia ficar macio quando mordesse, e as maçãs podiam virar jogo de empilhar antes de lavar. Cada ideia aparecia clara na cabeça enquanto ele esperava, sem reclamar da fila longa.
O vento bateu mais uma vez na janela, trazendo o som suave lá de fora. Ethan não se mexeu muito, só mudou o peso de um pé para o outro bem devagar e voltou a ficar firme. Ele olhou para cima, viu as luzes refletindo no piso brilhante e depois voltou os olhos para a cesta, contando mentalmente os itens sem falar alto. O pai Alex ficou do lado, segurando a mão com carinho. Ethan sentiu a palma quente e apertou de volta, mostrando que estava esperando com calma. A fila deu mais um passo e ele foi junto, devagar, os olhos curiosos passando pelas prateleiras de balas e revistas que ficavam perto.
Ele pensou em como ia ser bom guardar tudo em casa: o suco na prateleira da geladeira, o pão na mesa e as maçãs na fruteira. A imaginação fez o tempo passar mais fácil enquanto esperava. Ethan não puxou a mão nem correu para frente. Ficou ali, paciente, com a coragem de ficar quieto até a vez chegar. O barulhinho do vento na janela voltou “fiu, fiu” e ele olhou de novo, sorrindo de leve. A mão do pai Alex apertou de volta, e Ethan sentiu o casaco quentinho no corpo inteiro, o chão firme embaixo dos pés e a fila andando devagar mas segura. Ele esperou mais um pouco, os olhos brilhando de curiosidade para tudo que via ao redor sem sair do lugar.
Capítulo 5: Guardando Tudo em Casa
Ethan abriu a porta de casa com a mão que estava livre e entrou primeiro, sentindo o ar parado da sala bater de leve no rosto. O vento úmido ficou lá fora, balançando as folhas da rua, enquanto o pai Alex fechava a porta com um clique suave. Os dois tiraram os casacos no corredor, e Ethan dobrou o dele com cuidado antes de pendurar no gancho baixo. Na cozinha, o pai colocou as sacolas em cima da mesa e começou a tirar os itens. Ethan puxou uma cadeira para ficar mais perto e pegou o pacote de suco de laranja com as duas mãos, sentindo o frio da embalagem nos dedos.
Ele caminhou até a geladeira, abriu a porta devagar e ficou na ponta dos pés para alcançar a prateleira do meio. O suco entrou direitinho no lugar, ao lado do pote de iogurte, sem escorregar. Ethan empurrou um pouquinho mais para trás, certificando-se de que estava firme, e fechou a porta com um estalo baixinho. O pai Alex sorriu e entregou as maçãs vermelhas. Ethan as levou até a fruteira na bancada, arrumando uma ao lado da outra, sentindo o cheiro doce misturado com o do pão fresco que ainda estava na sacola.
Enquanto o pai guardava o pão no armário, Ethan parou um segundo e olhou para a geladeira. Imaginou o suco gelado dentro do copo azul, misturado com pedacinhos de maçã cortados em estrelinhas, e pensou em levar o copo até o sofá para beber devagar. Ele balançou os pés, sentindo o piso quente da cozinha depois do frio da rua. O pai Alex terminou de guardar as últimas coisas e dobrou as sacolas vazias. Ethan ajudou a empilhar as sacolas uma em cima da outra, alisando o plástico com a palma da mão para não amassar.
Depois de tudo guardado, Ethan se virou para o pai Alex e deu dois passos rápidos. Abriu os braços e deu um abraço apertado, encostando o rosto no casaco do pai. Ficou assim um tempinho, sentindo o calor que vinha do peito dele. Então soltou a voz, baixinho no começo:
— Obrigado.
A voz saiu mais firme na segunda vez, com um sorrisinho que apareceu sozinho:
— Obrigado.
Na terceira, ele apertou o abraço mais um pouco, quase sussurrando:
— Obrigado.
O coração dele pareceu quentinho por dentro, como se o passeio inteiro tivesse ficado guardado ali junto com o suco e as maçãs. O vento continuava soprando lá fora, balançando as folhas, mas dentro da cozinha só se ouvia o barulhinho leve da geladeira funcionando. Ethan soltou o abraço devagar, ainda com a mão no braço do pai Alex, e olhou para a janela onde a luz cinzenta do dia nublado entrava suave. Ele respirou fundo, sentindo o ar da casa cheirando a coisas novas e boas, e ficou ali mais um pouco, quietinho, com o calor do abraço ainda no peito.